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Mudança

Santuário de Schoenstatt será reconstruído em novo espaço

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

Para a direção do Movimento Apostólico de Schoenstatt, a mudança do Santuário, localizado há 44 anos na margem oeste da BR-471, em Santa Cruz do Sul, está definida. Responsáveis jurídicas pelo templo, a decisão das Irmãs de Maria, de realocar o prédio para uma nova área, que partiu da insegurança sentida pelas duas religiosas que viviam no espaço, na Zona Sul da cidade, é definitiva. Atualmente, uma residência na Rua Thomaz Flores, no número 759, recebe quem quiser fazer suas orações, mas o objetivo é criar um novo espaço de adoração, em local ainda a ser definido.

A mudança desagrada a muitos fiéis e participantes do Movimento de Schoenstatt e a segmentos da comunidade, como representantes do turismo, já que o Santuário é destino de milhares de visitantes de todo o país. Em 2019, a última romaria reuniu mais de 30 mil pessoas.

A presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Adriana Tremea, explica que a questão é acompanhada de perto pelo órgão. O Comtur acionou o Ministério Público e a Prefeitura com o encaminhamento de documentos solicitando a fiscalização do processo de venda do terreno, doado pelo Município ao Movimento de Schoenstatt. “Tivemos reunião na quinta-feira pela manhã, mas não há avanços. Não tivemos retorno do Ministério Público. O assunto foi levantado na reunião do Comtur, mas estamos ainda no aguardo.”

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A Prefeitura de Santa Cruz do Sul já se manifestou por meio da Secretaria de Comunicação, informando que não há impedimento legal para a venda do terreno. O secretário municipal de Comunicação, Régis de Oliveira Júnior, disse que o Município não irá se manifestar sobre a venda da área doada em 1975. O valor aproximado do terreno é de R$ 1 milhão. O Ministério Público foi procurado pela Gazeta do Sul e não se manifestou sobre o documento enviado pelo Comtur no último dia 6.

Segundo a responsável pela comunicação das Irmãs de Maria, do Movimento Apostólico de Schoenstatt, Irmã Rosequiel Fávaro, o Movimento entende a mobilização da comunidade pelo local atual, mas a decisão já está tomada.

“Após todas as conversas, mesmo que não tivéssemos 100% do pessoal do Movimento a favor, nós vimos que era isso que precisaríamos fazer. No momento, só tiramos as coisas de dentro do Santuário. Quando tivermos um local, vamos construir o Santuário, reutilizando tudo do prédio atual – as janelas, as portas, os tijolos, o campanário, o telhado, o sino. E será feita novamente uma consagração, mas nós não sabemos ainda onde. Existem algumas possibilidades, mas não há a mínima possibilidade de sabermos ainda quando.”

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Mudança foi debatida em duas assembleias
Irmã Rosequiel explicou ainda que o assunto foi debatido em duas assembleias gerais – e todas as pessoas do Movimento de Schoenstatt foram convidadas a participar. “A questão já está definitiva. Temos o documento assinado pelo prefeito Telmo Kirst dizendo que possuímos o direito de venda, temos o documento do senhor bispo. Respeitamos a dor e a dificuldade de todas as pessoas. Até porque para nós não está sendo fácil.”

Durante a carreata realizada no último domingo, que este ano substituiu a tradicional romaria ao Santuário de Schoenstatt por causa da pandemia, o bispo Dom Aloísio Dilli falou sobre a polêmica da mudança do local. Disse compreender o carinho que a comunidade sente pelo local atual, mas é preciso diálogo para resolver a situação. “É um lugar bonito e todos gostam daquele espaço, que se tornou referência. Outro fato que precisa ser observado se refere às irmãs, que se sentiam inseguras e queriam viver mais próximas das pessoas. Diante desses dois lados, nada melhor que o diálogo para nos conduzir à verdade.”

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Reunião com Helena
Ainda segundo as Irmãs de Maria, o desejo das religiosas é que a Prefeitura reassuma a área atual do Santuário, na BR-471, para a realização de obras sociais. “Os bairros (no entorno do Santuário) são muito populosos. Esse espaço onde está agora poderia ter uma Ermida, algo que recordasse o Santuário, um local de oração com livre acesso. Mas isso depende de diálogo. Tem a ver com o Poder Público e às vezes leva muito tempo”, disse Irmã Rosequiel, que responde pelo Movimento de Schoenstatt.

Uma reunião entre as Irmãs e a prefeita eleita de Santa Cruz do Sul, Helena Hermany, ocorreu na tarde de quinta. O encontro foi confirmado pela futura chefe de gabinete da prefeita, a jornalista Berenice Bohnen. Porém, não foi repassado à imprensa o resultado da conversa. A atual vice-prefeita, que assume o Executivo em janeiro de 2021, também foi procurada pela Gazeta do Sul no fim da tarde de quinta, mas não atendeu as ligações.

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