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PERDA DE UM SÍMBOLO

VÍDEO: após autorização, começa a demolição da antiga chaminé da Souza Cruz

A Prefeitura de Santa Cruz autorizou a demolição da chaminé da antiga fábrica da Souza Cruz, no Centro. A situação vinha sendo motivo de debate em função do valor histórico da construção, que é um marco do processo de industrialização do município.

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O pedido de demolição foi protocolado no dia 2 de setembro do ano passado pela proprietária do terreno onde fica a chaminé, que é uma empresa de investimentos com sede em Lajeado, no Vale do Taquari. No mês passado, uma nova vistoria técnica comprovou que a edificação corre risco de colapso, o que já havia sido apontado em um laudo anterior. Segundo o documento, a construção, que tem cerca de 100 anos, apresenta fissuras e rachaduras em diversas partes. “Os tijolos estão se deteriorando na sua base e topo”, diz. Isso significa que não há como preservar sem uma intervenção para recuperá-la.

A Gazeta do Sul apurou que a demolição foi autorizada no último dia 15 pela Secretaria Municipal de Planejamento. Técnicos da Prefeitura tentaram um acordo com a empresa, mas não foi encontrada uma alternativa para bancar o investimento. Segundo o vice-prefeito Elstor Desbessell (PP), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae) foi procurado, mas o retorno foi de que a única saída seria buscar recursos via leis de incentivo, o que levaria muito tempo.

Demolição da antiga chaminé começou | Foto: Ronaldo Falkenback

“O risco é iminente. Quem olha a estrutura por baixo, vê que pode cair a qualquer momento. E se cair e causar um grande acidente? Infelizmente, os proprietários decidiram e não tivemos outra alternativa. Conforme avaliação dos próprios técnicos da secretaria, foi emitido o laudo de demolição”, explicou. Na manhã desta sexta-feira, 5, já há movimentação no local.

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Localizada em uma área entre a Avenida Paul Harris e as ruas Ernesto Alves e Belo Horizonte, a chaminé é uma construção remanescente do complexo fabril da antiga Companhia Brasileira de Fumo em Folha (CBFF), ligada à British American Tobacco (BAT) e que mais tarde se tornou Souza Cruz – hoje, BAT Brasil.

A empresa se instalou no município em 1917 e suas edificações, incluindo a alta chaminé de tijolos à vista, utilizada para exaustão da fornalha foram erguidas nos anos seguintes. Além da chaminé, que tem cerca de 30 metros e durante muito tempo foi o ponto mais alto da cidade, também resta no local um reservatório de água de ferro fundida, importada da Inglaterra. Em 2017, o vereador Bruno Faller (PDT) chegou a apresentar um projeto de lei para incluir a chaminé no inventário do patrimônio histórico do município, mas a proposta não chegou a ser votada.

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