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DIRETO DA REDAÇÃO

Voto, Oktober, verde…

Foto: Heloisa Poll Gazeta do Sul

Chegamos a outubro e, assim, nos encontramos a três meses do Natal e do ingresso em 2027. Até lá, muitos compromissos nos aguardam. A começar pelo exercício de democracia que representa a ida às urnas, neste domingo, no primeiro turno das eleições. Aos que talvez se digam desencantados com a política, valeria lembrar que em muitos países tal oportunidade, de ajudar a escolher representantes, sequer existe. Assim, em nação pautada pelo direito da livre escolha, é fundamental participar, porque é desse modo que se define os que responderão pela condução das pautas de interesse da sociedade. Que a escolha seja consciente, guiada por melhorias para a coletividade, e não por interesses individuais ou grupais.

O ingresso em outubro traz consigo o clima de festa. E essa celebração se inicia na quinta-feira: a Oktoberfest 2026! Ampla programação artística e cultural, bem como uma vitrine da socioeconomia regional, espera pelos visitantes. A Gazeta está a postos para mais uma ampla cobertura. Mais que isso: a Gazeta terá presença destacada no parque, em ambientes distintos, que oferecerão muitas atrações especiais. Nesta edição circula suplemento especial que detalha todos os aspectos da festa, como um serviço para a comunidade.

Se os dias são de exercício da cidadania e de expectativa para a Festa da Alegria, há na pauta, em meio a grandes ameaças climáticas, materializadas em mais um El Niño, uma questão que intriga, pelo descompasso que revela entre propósitos anunciados e atos recorrentes. Não parece que quanto mais a sociedade clama por cuidado com a natureza, mais alguns se esmeram em destruir? Santa Cruz anunciou, recentemente, a meta de se tornar a cidade mais arborizada do Estado. Ao que tudo indica, a depender de equipes a serviço da RGE, é trabalho em vão: o que se plantar, logo darão um jeito de derrubar. Bastará que a árvore fique no radar da fiação ou de outro projeto (e, a se orientar pelo que se viu até hoje, uma hora sempre ficará), e será eliminada.

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A edição da Gazeta do Sul dessa sexta-feira registrou o resultado de intervenção drástica realizada no dia anterior em árvores na praça da Rua Alberto Pasqualini, que, se fosse em outro contexto, no campo ou na cidade, seria classificada como calamitosa, por mais um dano causado ao patrimônio público (é a praça de um dos bairros mais populosos de Santa Cruz, mais que a população inteira de centenas de municípios gaúchos!). Explicações haverá, mas, como já ocorreu em situações similares, não convencem: afigura ser lei do menor esforço de um canetaço dado em algum lugar. Em nota, a companhia mencionou o plantio de árvores de grande porte próximo da rede: mas e quando as árvores já estavam ali há décadas, como é o caso, e a rede é que foi colocada próximo delas, inclusive sob elas?

Da empresa, compreende-se que faça melhorias e manutenção regular na rede de transmissão (a começar pelo lugar desta, preservando rigorosamente o patrimônio ambiental), e não a conveniente eliminação pura e simples de arborização (enquanto postes e fiação seguem nas mesmas condições…). Seria como prender ou dar tiro em alguém preventivamente por suposta ameaça que pudesse representar. Um verão escaldante se aproxima, e, ao invés de sombra, moradores do Santo Inácio talvez gastem um tanto a mais com ar-condicionado… É a triste lógica que se insinua em tal tipo de ação.

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