happy hour 15/10/2018 00h08 Atualizado às 11h56

Visita à Alemanha (II)

Queria dar o jeitinho brasileiro, que na Alemanha não funciona. É sim ou não. Para o alemão não existe meio-termo

Como prometi, relembro o último parágrafo da nossa visita à fábrica da gigante Airbus. Acomodados, assistimos ao filme de apresentação. O segurança contou os visitantes na sala. Notou que havia um intruso na delegação.

O segurança, um baixinho e gordinho, com cara de poucos amigos, esperou o final da apresentação do documentário sobre a empresa. Falou com nosso guia e solicitou que a colega se apresentasse ou todos teriam de sair e cancelar a visita. Eram 25 pessoas que tinham autorização para o tour na fábrica. A “intrusa” comprou o pacote no final do fechamento da missão e sabia que não poderia participar da visita. Queria usar o jeitinho brasileiro, que na Alemanha não funciona. É sim ou não. (Ja oder nein, nein, nein). Para o alemão não existe meio-termo.

Embarcamos no ônibus e retornamos para a recepção. A colega desembarcou e voltamos para o interior da fábrica. Esse transtorno causou um grande mal-estar na delegação. Perdemos uma linha de montagem dos aviões A320/21. O técnico da Airbus, que nos explicava todos os detalhes de fabricação, tem mais de 40 anos de trabalho na empresa. Finalizada, a carcaça é levada a Toulouse, na França, onde colocam as turbinas e todos os seus componentes. Volta voando à Alemanha, onde finalizam a pintura e os acabamentos, conforme o pedido da companhia aérea que o encomendou.
No fim da visita, vimos o setor de acabamento. Estavam lado a lado dois aviões. O A321 e A380, o gigante dos ares. É uma diferença de tamanho absurda. Esse avião tem 17 horas de autonomia e é abastecido com 230 mil litros de combustível.            

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Comentei, na última crônica na Gazeta, que o nosso grupo aproveitou no fim de semana, viajou para Berlim de trem-bala, que chega à velocidade de 200 quilômetros por hora e impede que o passageiro possa admirar as paisagens no caminho.

O centro de Berlim é bem perto da estação. Resolvemos fazer o trajeto a pé. Admiramos o Palácio do Governo onde Ângela Merkel despacha e os diversos complexos governamentais que, diante da austeridade e da seriedade alemãs, possuem apenas o número necessário de servidores.

Chegamos ao Portão de Brandenburg, marco histórico mais conhecido da Alemanha, antiga porta de entrada de Berlim, que recebe diariamente milhares de turistas que visitam essa belíssima capital.

Seguindo um pouco pelo centro, visitamos a Gedachniskirche ou igreja quebrada (kaputte kirche). É uma atração imperdível em Berlim, cuja torre foi danificada pelos bombardeios durante a Segunda Guerra e não foi restaurada. Preservaram-na intacta para relembrar a destruição causada pela guerra. Ao lado desse símbolo, foi construída uma nova igreja.

Na próxima coluna, continua meu relato