happy hour 06/01/2019 23h27 Atualizado às 10h34

Esperança renovada

Fiquemos atentos ao que está sendo articulado em Brasília, principalmente pela velha política

Estou em Garopaba, usufruindo da folga que a aposentadoria proporciona. Nessa época, milhares de pessoas viajam para as praias em férias. Enfrentam engarrafamentos nas estradas. As filas nos supermercados são enormes. Os bares e restaurantes lotam. Tudo valerá a pena se os veranistas usufruírem momentos felizes com seus familiares e amigos.

Confirmado na presidência por 57 milhões de votos, Bolsonaro terá a difícil tarefa de colocar o Brasil nos trilhos. Sua equipe tem nomes importantes, destacando-se, além de Mourão, vice-presidente, o ex-juiz federal da Lava Jato, Sérgio Moro, na Justiça, Paulo Guedes, na Economia, entre outros.  

Também foram nomeados militares reformados de alta patente, dando credibilidade ao governo. Foi uma equipe escolhida a dedo, tendo-se evitado o “toma lá dá cá” com os partidos políticos, prática comum em governos anteriores, a fim de receber o apoio nas votações no Congresso.

Teremos que ter muita paciência com as expectativas geradas na campanha eleitoral. Não existirá a varinha mágica para solucionar todos os problemas cruciais, principalmente os 13 milhões de desempregados herdados do desastrado governo da presidente Dilma. Fiquemos atentos ao que está sendo articulado em Brasília, principalmente pela velha política.

Vai ser difícil que as reformas necessárias e urgentes aconteçam no Brasil. As corporações lutarão para que tudo fique igual. Experimente mexer nos privilégios da casta de alguns servidores públicos, que ganham altos salários e penduricalhos, incorporados depois às suas gordas aposentadorias.

 As urnas deram o recado. O povo não aceita mais essa forma de fazer política no País. Bolsonaro já prometeu uma virada radical, atendendo ao apelo de quem o elegeu. Continuará mantendo um canal de comunicação com povo através das redes sociais, que de forma inédita o elegeram.

 No dia da posse, assisti pela televisão todas as solenidades. Meus familiares estavam na praia. Gostei da postura do presidente Temer, acompanhado pela sua bela esposa Marcela, que durante seu curto mandato foi uma primeira-dama discreta. Solenemente, Temer transferiu a faixa presidencial para Bolsonaro.

No Parlatório, confesso que me emocionei, a exemplo do brilhante colunista da Gazeta, Ruy Gessinger, com o inesperado e inédito discurso em Libras de Michelle Bolsonaro, dirigindo-se especialmente aos milhares de surdos e mudos, cuja inclusão ela já pratica na Igreja Evangélica que frequenta no Rio de Janeiro. Quebrou todos os protocolos, reclamaram alguns jornalistas de jornais e TV. Saúdo essa quebra de protocolo, proporcionando-nos um momento de delicadeza e ternura para com o próximo, tão ausente nesses tempos de violência e às demonstrações de ódio e safadezas na política.