Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

CONECTA AGRO

Ex-ministro da Agricultura aponta três pilares para garantir o futuro do agronegócio brasileiro

O endividamento dos produtores rurais, o alto custo dos insumos, as limitações do Plano Safra, a importância da pesquisa e da inovação e os desafios para manter a competitividade do agronegócio brasileiro foram alguns dos temas abordados pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues no terceiro episódio do podcast Conecta Agro. Produzido pela Editora Gazeta, integrante da Gazeta Grupo de Comunicações, o programa é apresentado pela jornalista e editora executiva do Portal Gaz, Carina Weber.

Ao ser questionado sobre quais medidas considera essenciais para o futuro do agronegócio, Roberto Rodrigues elencou três prioridades para o setor.

A primeira é a criação de uma política de renda para o produtor rural, tendo o seguro rural como eixo principal. Segundo ele, além de garantir estabilidade diante das perdas provocadas pelo clima, o seguro estimula a adoção de tecnologias e amplia o acesso ao crédito, permitindo maior participação dos bancos privados no financiamento da atividade.

Publicidade

LEIA MAIS: 

A segunda prioridade é a ampliação dos acordos comerciais. Para Rodrigues, cerca de 40% do comércio agrícola mundial ocorre por meio desses acordos. Por isso, o Brasil precisa ampliar parcerias com mercados estratégicos para garantir compradores e acompanhar o crescimento da produção nacional.

O terceiro ponto é o investimento em logística e infraestrutura. O ex-ministro afirma que a expansão da agricultura brasileira não foi acompanhada por melhorias em estradas, armazenagem e portos. Na avaliação dele, esses gargalos elevam os custos de produção, reduzem a competitividade e dificultam a comercialização da safra.

Ao assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2003, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Rodrigues criou e estruturou as bases da atual política de seguro rural no Brasil. Para ele, o mecanismo é a base para garantir estabilidade de renda ao produtor rural. No entanto, criticou o fato de que, passados mais de 20 anos, menos de 7% da área agrícola brasileira está segurada, percentual que considera incompatível com a importância do setor para a economia nacional. Também apontou a limitação de recursos destinados ao seguro rural no atual Plano Safra.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Emater prioriza ações para aumentar a resiliência da agricultura diante dos eventos climáticos

Entre pontos abordados, a dependência brasileira da importação de fertilizantes foi citada pelo entrevistado. Conforme Roberto Rodrigues, cerca de 85% dos insumos utilizados no país vêm do exterior, tornando o setor vulnerável a problemas geopolíticos e logísticos. A principal preocupação é de que parte dos fertilizantes não chegue ao país em quantidade suficiente para atender à próxima safra.

Outro tema evidenciado pelo ex-ministro está relacionado à importância da pesquisa para a evolução da agricultura nacional. Ele lembrou que, quando a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi criada, o Brasil importava cerca de 30% dos alimentos consumidos no país. Atualmente, em razão do desenvolvimento de tecnologias voltadas à agricultura tropical, o Brasil exporta para aproximadamente 200 países. Apesar dos resultados, afirmou que os órgãos de pesquisa perderam recursos nos últimos anos e defendeu novos investimentos em ciência e inovação.

Publicidade

Além desses temas, Roberto Rodrigues também fala sobre geopolítica, segurança alimentar, tecnologia e sucessão no campo. O terceiro episódio completo do Conecta Agro pode ser conferido pelo YouTube do Portal Gaz e o áudio também é disponibilizado no Spotify.

Assista ao episódio na íntegra:

LEIA MAIS DE AGRONEGÓCIO

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Publicidade

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.