A política partidária, não raras vezes, é analisada a partir da analogia com a relação amorosa. As coligações são comparadas com os casamentos, é claro, sem a promessa de uma parceria “até que a morte os separe”. Quem está de um lado hoje pode estar noutro amanhã, e isso nem é entendido como adultério; é visto apenas como um realinhar de ideias. E se, depois dessa escapadela, voltar a existir o relacionamento inicial, haverá quem diga que foi deslize e todos têm direito ao erro e, posteriormente, ao perdão.
Pensando nas eleições de 2026, é possível dizer que os partidos estavam em um período de namoro. Em alguns casos já havia evoluído para noivado, mas ainda sem o consentimento da família para um casamento. O matrimônio é coisa séria e demanda uma série de acertos, como o tamanho do dote a ser oferecido ao novo casal (muito explícito com o tempo de propaganda a que cada legenda tem direito e ao quinhão do fundo eleitoral). Se esse dote for considerável, há partidos que topam casamento até com o diabo – e isso vale para, praticamente, todos os lados.
Os casórios têm sido confirmados e, em determinadas situações, alguns noivos e noivas têm ficado esperando no altar sem que a pretendente apareça. Sacramentar esse momento não é responsabilidade de líderes religiosos, mas do eleitor, que digita na urna a sua opinião. E ela deve ser bem pensada, porque se trata de definir um “até que a morte os separe” de quatro anos, que pode parecer pouco tempo, mas que muda a história de um município, estado ou país.
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Ordem da votação
Por melhor que seja a sua memória, pode preparar a colinha para o dia de votação, 4 de outubro. Cada eleitor terá que escolher seis candidatos e são muitos números a serem digitados e confirmados. A ordem da votação será: deputado federal (quatro dígitos), deputado estadual (cinco), senador (três), senador (três), governador (dois); e presidente (dois). O voto do senador tem que ser para duas pessoas, se repetir o número anulará o segundo voto. A escolha dupla ocorre a cada duas eleições.
Trabalho de apaziguador
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado, deputado Valdeci Oliveira, esteve na Rádio Gazeta FM 107,9 nesta semana. Falou sobre o novo desafio, que é a busca por uma vaga na Câmara Federal, e como fez para apaziguar a relação de seus correligionários com o PDT. A campanha de Edegar Pretto já estava na rua, com ônibus plotado e busca de apoio no interior, o que conseguiu. No entanto, pesou a decisão do PT nacional, que acordou com os trabalhistas liberar a cabeça de chapa no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Dias antes da confirmação, os petistas realizaram evento e os caciques tinham detonado tanto Juliana Brizola quanto o seu partido. Precisaram recuar, e isso não foi fácil para Valdeci administrar. Ao que tudo indica, as melancias se ajustaram com o andar da carroça e, neste sábado, ambos devem confirmar a dobradinha Juliana/Edegar.
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Candidaturas vindas da capital
Os partidos santa-cruzenses têm sido surpreendidos com ações na Capital. No último ano passado, Nicole Weber Covatti filiou-se ao PP na Capital, diante de contrariedade com o comando local à época. Agora, dois casos são registrados. O tucano Altermir da Farmácia atendeu convite do PSDB estadual e confirma sua pré-candidatura a deputado federal. Admite que não é unanimidade entre os filiados no município, mas que acredita no partido e na busca pela meta de 10 mil votos.
A estratégia é expandir a base eleitoral no momento em que a sigla precisa de reestruturação após a debandada acompanhando o governador Eduardo Leite. No PDT, mesma situação foi vivida por Andréia Letícia Margarezi. A assistente social demonstrou interesse em disputar a Assembleia, mas teve que viabilizar isso no diretório estadual. Pode ser confirmada neste sábado.
Convenções
O fim de semana será de atenção às convenções partidárias para definições dos candidatos. A região estará de olho nos encontros do PDT, PT, Novo, União Brasil e Republicanos.
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