Recentemente, dia 23 de junho, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma ação de investigação do Banco Digimais, a Operação Miragem. Uma série de mandados de busca e apreensão que tem como objetivo apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Concomitantemente, foi determinada a quebra de sigilos bancários e fiscais dos investigados. O dono do Banco Digimais é o “pastor” Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, hoje presente em dezenas de países, unindo e reunindo milhões de fiéis.
Desde 1989, Edir Macedo também é o proprietário da Rede Record TV. Domingo à noite (dia 23 de agosto), no mesmo horário do debate inaugural e presidencial na Rede Bandeirantes-BandTV, do qual o presidente (!) Lula se fez ausente, a TV Record levou ao ar uma entrevista exclusiva com Lula.
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Dois fatos. De um lado, uma investigação policial, de outro lado uma cortesia publicitário-eleitoral, a pretexto de reportagem. Em comum um nome, Edir Macedo.
Não foi coincidência. Nem miragem!
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No dia 4 de agosto, fora de qualquer agenda pública, o ministro Alexandre Moraes (STF) reuniu em sua casa o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Presente também Cristiano Zanin, advogado de Lula, hoje ministro do STF.
Em posterior questionamento jornalístico acerca das razões da reunião, Alcolumbre afirmou tratar-se de segredo. A razão propagada é que teria sido uma reunião de apaziguamento entre Lula e Alcolumbre, sobretudo em torno da pauta de votações.
Dias antes, no Palácio do Planalto, em modo intimista o presidente Lula foi flagrado cochichando um convite aos ouvidos do ministro Moraes: “Vamos tomar um café!”
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Enquanto o ministro-presidente Fachin (STF) idealiza um código de ética, seus colegas Moraes e Zanin estão indiferentes tanto ao zelo institucional quanto à opinião pública, e prosseguem com seu tendencioso protagonismo político-partidário.
Não à toa, nos dias seguintes da reunião na residência de Moraes, prosperou a hipótese de que o verdadeiro alvo do encontro teria sido o ministro André Mendonça (STF), relator dos casos Master e INSS, e agora tido como algoz processual do filho de Lula.
Trata-se do “empresário” Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, Desde o primeiro mandato de Lula nominado pelo orgulhoso pai como o “Ronaldinho dos negócios”.
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Igualmente não à toa, dias depois o procurador-geral da república (PGR), Paulo Gonet, sugeriu que os inquéritos relacionados ao Lulinha deveriam ser de responsabilidade da justiça de primeira instância.
A conjunção de fatos não é coincidência. Nem miragem!
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