O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou em decisão proferida nessa terça-feira, 1º, que os novos elementos trazidos pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre o Banco Master devem ser analisados pelo plenário da Corte.
“Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial.”
Mendonça ressaltou que a deliberação deverá ser tomada em sessão presencial, “de forma pública e transparente”, em data a ser definida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. Na decisão, retirou o sigilo do processo que trata dos diálogos entre o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Após a PF apresentar relatório sobre as conversas, Mendonça pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). A partir dele, deve decidir se abre ou não uma investigação formal contra o ministro.
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As conversas divulgadas demonstram o que seriam trocas de mensagens entre Vorcaro e Moraes, resultando em informações privilegiadas e um outro contrato com o escritório de advocacia da esposa do ministro do STF, além daquele que já era de conhecimento público, de cerca de R$ 130 milhões.
Pedido de impeachment
O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o parlamentar, teria cometido crime de advocacia administrativa para beneficiar Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Citando reportagens publicadas nessa terça, Viana destacou conversas atribuídas a Moraes e Vorcaro. Dois dias antes de ser preso, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria deixar o País. Viana pediu ao presidente Davi Alcolumbre (União-PA) que não engavete o pedido.
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