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REPRESENTAÇÃO

Presidente da Afubra assume comando de entidade internacional de produtores de tabaco

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Laurindo Drescher, assume a presidência da International Tobacco Growers’ Association (ITGA), entidade internacional que representa organizações de produtores de tabaco e dá voz às comunidades produtoras nas discussões internacionais do setor. A confirmação ocorreu durante a sessão fechada da Assembleia Geral Anual da ITGA, realizada nesta quinta-feira, 17 , em Dortmund, na Alemanha, durante a InterTabac.

Drescher sucede José Javier Aranda, representante dos produtores da Argentina, que permaneceu na presidência da ITGA por dois mandatos consecutivos, totalizando quatro anos. Conforme o presidente da Afubra, seu nome recebeu o apoio de Aranda e das demais representações dos países integrantes da entidade. “Recebo esta responsabilidade consciente da importância que a ITGA tem na representação dos produtores de tabaco em nível mundial. Se, há mais de 40 anos, representantes de diferentes países entenderam a necessidade de criar uma entidade internacional para dar voz aos produtores, temos hoje o compromisso de dar continuidade e fortalecer esse trabalho”, destaca Drescher.

Em seu primeiro pronunciamento como presidente, Drescher apontou três grandes prioridades para o próximo mandato: fortalecer a voz e a influência dos produtores nas decisões que afetam o setor; ampliar a atenção à viabilidade econômica e à renda das famílias produtoras; e preparar o setor produtivo para as novas exigências de mercado, sustentabilidade e rastreabilidade.

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A nova composição da direção da ITGA terá ainda a representação dos produtores da Índia na vice-presidência. Para a função de tesoureiro, Drescher indicou a permanência de José Aranda, da Argentina, proposta que foi aprovada pelos demais integrantes.

Para o presidente da Afubra, a atuação conjunta entre os países é fundamental diante das diferentes realidades enfrentadas pelos produtores e pelo próprio setor. “Cada país e cada região têm suas peculiaridades e seus desafios, alguns maiores, outros menores. Mas temos em comum a necessidade de união e de uma representação forte, para que o produtor seja reconhecido como parte fundamental da cadeia produtiva do tabaco”, afirma.

Drescher acrescenta que aceitou o desafio justamente pela necessidade de manter o produtor no centro das discussões internacionais sobre o setor. “Sabemos das dificuldades enfrentadas pela cadeia do tabaco e da falta de reconhecimento de sua importância em diferentes momentos e países. A nossa função é trabalhar de forma conjunta, defendendo o espaço e a relevância do produtor dentro dessa cadeia”, conclui.

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A Assembleia reuniu organizações de produtores e representantes do setor de importantes regiões produtoras das Américas, Europa, África e Ásia, refletindo diferentes realidades econômicas, agrícolas e regulatórias da produção mundial de tabaco.

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