A política partidária vem, com o tempo, acrescentando os motivos para a sua falta de crédito. Não faltam exemplos de casos de corrupção, beneficiamento, ações para burlar as regras e de legislação em causa própria. É uma triste verdade enfrentada pelos eleitores brasieliros. Assim, torna-se ainda mais importante dobrar a atenção às promessas feitas pelos candidatos a todos os cargos, mas especialmente aos legislativos, tanto estadual quanto federal.
Além disso, é fundamental que se entenda quais as responsabilidades que cabem a cada cargo, pois muitos dos postulantes parecem não saber o que poderão fazer, caso sejam eleitos. Observando o Horário Eleitoral Gratuito, é possível ver de tudo um pouco. Há candidato que garanta que acabará com as enchentes. Em época de El Niño acentuado e com muitas chuvas para a Região Sul do país, prometer acabar com as cheias é quase se promover a São Pedro (entendendo o santo como aquele que rege o envio das águas celestiais).
Se o candidato não sabe a atribuição que terá, caso seja eleito, dificulta a vida do eleitor. O fato é que se você já escolheu um nome, porque simpatiza, porque é de seu município, porque é conhecido, ainda cabe dar uma olhada no que se propõe a fazer. Não é a garantia de que conseguirá, mas pelo menos é a demonstração de boa intenção.
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Justiça cega, surda e muda
“Me encontro em estado de profunda consternação… Portanto, estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor e poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui”, disse a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lucia. Ela encerrou, assim, seu posicionamento sobre o pedido de ordem apresentado pelo ministro Gilmar Mendes para que os pedidos de investigação sobre os colegas Alexandre de Moraes e André Mendonça fossem votados de forma conjunta.
Aquela mulher miúda, a única na casa dos homens de toga, com seu jeitinho mineiro característico pela discrição e a fala tranquila, ecoou em suas palavras o lamento do povo brasileiro. Esperava-se mais, não somente dela, que tem o poder de um voto, mas da mais alta corte do Judiciário brasileiro. E se, no mundo, a Justiça é cega, em referência à sua necessária imparcialidade e ilustrada pela imagem da Têmis, no STF do Brasil ela é cega, surda e muda e finge demência muitas vezes.
Somente no caso do Banco Master, resultado da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, tivemos um ministro citado em função de negociações de resort; outro que teria ajudado o escritório da esposa a elaborar contrato de R$ 131 milhões com empresas do banqueiro; outro que o filho receberia mesada gorda do empresário Daniel Vorcaro, enquanto ele (o ministro) passava confortáveis dias em imóvel milionário; outro que se atrapalha nos ritos jurídicos, o que acaba resultando em vazamento seletivo de informações e, no futuro, eventual anulação das decisões, como ocorreu na Operação Lava Jato. E, certamente, não para por aí.
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Presença confirmada
O prefeito Sérgio Moraes (PL) tem sido presença confirmada no evento mensal Tá na Hora, promovido pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul. Eventualmente, secretários vinculados às áreas de atuação dos painelistas também têm comparecido. Além da simbologia, acompanhar as palestras é uma forma de demonstrar interesse no assunto e, até, buscar aproximação para atrair novos empreendimentos para o município. Na edição de terça-feira, com Neco Argenta como painelista, também estava o presidente da Câmara, Serginho Moraes (PL).
Desigualdade na campanha
A Rádio Gazeta FM 107,9 tem realizado entrevistas com candidatos, que visitam a empresa. É uma oportunidade de mostrar as bandeiras dos políticos e para que assumam compromisso com a comunidade do Vale do Rio Pardo. O que tem sido apontado com frequência é a disparidade entre os valores do Fundão Eleitoral distribuídos pelos partidos. Deveria ser em cotas iguais, mas ao que parece, alguns são menos iguais do que os outros.
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