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MEMÓRIA

FOTOS: exposição revela histórias por meio dos olhares de residentes da Asan

Há olhares que registram e há olhares que sentem. É a partir dessa ideia que a exposição Olhares apresenta, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), fotografias de residentes da Associação de Auxílio aos Necessitados e Idosos de Santa Cruz do Sul (Asan). A mostra está instalada no Bloco 1 da universidade e pode ser visitada até esta sexta-feira, 2. Depois, será levada para a própria instituição.

A exposição nasceu a partir da experiência vivenciada por Ana Maria Aranda e Márcia Kramer durante o estágio em espaços não escolarizados, realizado na Asan, uma casa de longa permanência para idosos. A proposta surgiu da convivência com os residentes e da percepção de que, além da fotografia, cada pessoa carrega histórias, memórias, afetos e experiências que merecem ser reconhecidos.

As imagens foram captadas pelo fotógrafo profissional Ricardo Kittel Pohlmann durante um dia de comemoração realizado na Asan. A atividade ocorre tradicionalmente no último dia de cada mês e reúne os residentes em um momento de encontros, abraços, alegria e partilha.

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A intenção foi registrar justamente a espontaneidade desses momentos. Em vez de poses produzidas, as fotografias procuram revelar expressões, gestos e sentimentos presentes no cotidiano dos moradores da instituição.

Os registros de Pohlmann, juntamente com a proposta desenvolvida por Ana Maria Aranda e Márcia Kramer, convidam o público a observar cada fotografia com mais atenção. A ideia é perceber os detalhes, reconhecer sentimentos e compreender que, por trás de cada rosto, existe uma história.

Para além da fotografia

A exposição propõe uma reflexão sobre a forma como as pessoas idosas são enxergadas. Mais do que apresentar fotografias, Olhares busca valorizar os encontros e os vínculos construídos na Asan.

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A proposta parte da compreensão de que cada sorriso pode carregar uma memória e cada encontro pode revelar um pouco da trajetória de quem está diante da câmera. Nesse sentido, fotografar também se torna uma maneira de reconhecer a presença e a importância de cada pessoa naquele momento.

Olhares apresenta, assim, uma coleção de imagens que fala sobre pessoas, encontros, afetos, memórias e pertencimento. A exposição foi pensada não apenas para ser vista, mas para provocar uma experiência em quem observa.

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