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FORA DE PAUTA

O que você tem feito com o seu tempo?

Desconheço algo mais valioso do que o tempo. Certamente, você já deve ter ouvido alguém dizer: “tempo é dinheiro”. De fato, é. Mais do que isso, o tempo é uma dádiva, uma chance. É irrecuperável. Experimente fazer essa pergunta a um paciente oncológico, a alguém que espera ser chamado em um concurso ou, ainda, a um agricultor que depende das condições climáticas e do próprio tempo para o plantio e a colheita. A noção do tempo tem se perdido. Pelo menos para mim. Você piscou e já é Natal. Você piscou e o fim de semana bateu à porta. Os dias passam muito rápido e nem sempre conseguimos acompanhar a velocidade que eles impõem.

Vivemos dias acelerados, com a necessidade de respostas e resoluções imediatas. O tempo é sábio: suaviza, ameniza e cura feridas; sobretudo, nos leva à reflexão. Mas, em tempos de pressa e de corrida contra o relógio, como dar tempo ao tempo? Há o tempo de lançar as sementes; há o tempo de colher os frutos. A natureza é um grande exemplo disso. É implacável em seus processos. Nada acontece antes da hora.

E você, o que tem feito com o seu tempo?

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Você já deve ter ouvido: “faltam horas” para dar conta de tudo em um dia. Em tempos modernos, podemos citar as redes sociais, que consomem boa parte do nosso tempo. Ou melhor, dedicamos muito de um bem valioso a elas. Atrelado às redes, temos o WhatsApp. Por meio da ferramenta, recebemos uma sobrecarga de informações. Mais do que isso, somos pressionados a estar disponíveis a qualquer hora, o que nem sempre respeita o “nosso tempo”.

Parece praxe chegar a um local e, como num piloto automático, solicitar a senha do Wi-Fi. Ficar conectado é quase parte do roteiro. Consumimos informação o tempo todo; seja por texto, fotos ou vídeos. Muitas vezes, nem percebemos quanto tempo dedicamos a esse fluxo.

Você já parou para contabilizar quanto tempo dedica às redes sociais? O uso do tempo tem a ver com as nossas escolhas. “Um homem que ousa perder uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida.” A reflexão, atribuída ao naturalista Charles Dar-win, reafirma a ideia de que, sim, perder tempo é perder “vida”. Não há como voltar no tempo. Nem mesmo a inteligência artificial é capaz de recuperar o tempo perdido. A vida nos obriga a viver cada instante, cada momento, com sabedoria.

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Em tempos de reflexões sobre saúde mental no mundo corporativo, há de se pensar no uso do tempo. Vivemos em uma era que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade. O excesso pode prejudicar o foco e até provocar a solidão digital – podemos nos sentir isolados mesmo quando estamos permanentemente conectados. Talvez o problema não seja ter pouco tempo, mas não perceber como estamos usando o tempo que temos.

No fim, a pergunta permanece: o que você tem feito com o seu tempo?

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