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TRIBUNA

Marcio Souza: “Estamos diante da mais pobre das eleições desde a redemocratização”

Foto: Ronaldo Falkenback

Analistas políticos de todo o País concordam que estamos diante da mais pobre das eleições desde a redemocratização. E a avaliação não está ligada aos custos das campanhas, que foram bem elevados. A constatação se dá pela falta de debates – tivemos apenas um na disputa nacional, e ainda foi esvaziado – e pela ausência de propostas fundamentadas (muito se disse que vai fazer, pouco se mostrou a viabilidade de como fazê-lo). Apenas dois candidatos concentraram a atenção do eleitorado, sem que houvesse interesse de observar o que os demais têm a oferecer. Essas duas chapas têm o seu foco: o atual governo apresenta como principal argumento a necessidade de evitar o retorno da família Bolsonaro ao poder; do outro lado, o foco é tirar o PT do poder. Ambos focam o poder, pouco se fala em como fazer o Brasil crescer com melhores condições para a população. É uma réplica da eleição de 2022, com o prejuízo de que nem os debates, que são a forma mais fácil de informar o eleitor e mostrar as pretensões dos candidatos, foram realizados.

Para acrescentar a essa falta de interesse dos candidatos – algo jamais visto –, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomaram decisões que atrapalharam o processo democrático. Exemplo claro foi a interferência na realização do último debate presidencial, que seria apresentado pela Rede Globo. Ao mudar as regras do jogo, alterando a estrutura ou inserindo candidatos que não precisavam ser convidados, a Justiça Eleitoral desconsiderou o que havia sido acordado com os partidos, causou insegurança jurídica e motivou o justo cancelamento da programação. Tomara que, em um segundo turno (caso ocorra), aqueles que continuarem no processo eleitoral foquem suas atenções e campanhas nos personagens principal desse enredo: os eleitores.

Devolução dos recursos

O grande debate eleitoral, além das propostas e disputas ideológicas, é em relação ao uso dos fundos públicos de campanha, quer seja o partidário ou o especial, o conhecido Fundão. O orçamento nacional reservou quase R$ 5 bilhões para isso. Em entrevista ao programa Estúdio Interativo da Rádio Gazeta FM 107,9 nesta semana, o candidato à reeleição na Assembleia Legislativa Edivilson Brum (MDB) reforçou que devolveu o valor que havia recebido de seu partido. No sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aparece como receita de sua campanha R$ 430.520,19, ainda incluindo os R$ 20 mil mandados pelo MDB nacional. Em Pix (com comprovante encaminhado a este colunista), Brum fez a devolução na última quarta-feira.

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Cobertura especial

A Gazeta do Sul traz, na edição deste fim de semana, oito páginas de serviço aos eleitores, com a lista de candidatos a deputado federal, estadual, senador, governador do Estado e presidente da República e as seções de Santa Cruz do Sul. Mantém o compromisso em realizar um trabalho voltado para o cidadão, que precisa estar bem-informado na hora de escolher seus candidatos.

Não está em pauta se vence um lado ou outro, ou um terceiro. O que está em jogo são nossos próximos quatro anos. E cada decisão tomada por quem estiver na principal cadeira do Brasil pode repercutir por muitos anos. Na Rádio Gazeta FM 107,9, no Portal Gaz (site e canal no YouTube), durante o domingo, e na Gazeta do Sul de segunda-feira, 5, você acompanha a cobertura completa.

TSE em rádio e televisão

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, falará aos eleitores às 20h30 deste sábado, 3, em rede de rádio e televisão. Ele destacará a importância do voto e a confiança no sistema eleitoral brasileiro.

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Voto consciente

Muito se fala nas eleições para presidente ou para governador do Estado, mas é bem importante lembrar que, no atual sistema, o Legislativo tem a maior força. Dessa forma, é fundamental fazer as escolhas conscientes para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado. O voto para essas vagas é estadual, mas é importante que seja pensado em quem pode oferecer retorno para os municípios do Vale do Rio Pardo (sendo ou não da região).

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