Na capital, o Palácio Piratini já sentiu o clima festivo com a visita da comitiva oficial. Em Santa Cruz, a poucos dias do início de mais uma Oktoberfest, o clima vai tomando conta das ruas. Enquanto as cores da festa têm destaque nos arcos na Marechal Floriano, pelo parque a movimentação revela que falta pouco para as bandinhas contagiarem o público. Mas há mais do que isso. Enquanto as comissões oficiais ajustam os últimos detalhes, nos bastidores há uma infinidade de pessoas fazendo o mesmo.
Nas redes sociais, empreendimentos mostram suas vitrines. Entidades e empresas convidam o público a participar dos desfiles. Nas mesas de costuras, os trajes vão sendo concluídos, um a um, com o esmero de quem pretende embelezar ainda mais a maior festa germânica do Estado. Ao mesmo tempo, trabalhadores de diferentes ramos recebem suas escalas e comemoram a oportunidade de complementar a renda.
Assim, a Festa da Alegria mostra a sua grandiosidade. Não são apenas turistas e visitantes contemplados com uma programação diversa. Na economia do município, os ganhos se multiplicam. Em 2025, segundo a Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), parceira do Município na realização do evento, foram 420 mil visitantes no parque e na cidade; 110 mil espectadores nos desfiles temáticos e festivos; cerca de 5 mil empregos gerados, diretos e indiretos; e R$ 60 milhões de movimento econômico estimado.
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Expectativa
Cenário é otimista e movimenta a economia
Em toda a cidade, costureiras trabalham para atender à demanda pelos trajes típicos. A princesa da 33ª Oktoberfest, Mylena Gehrke, hoje proprietária de uma loja do ramo, precisou dobrar a equipe diante da procura.
“Geralmente trabalhamos com três profissionais, mas precisamos ampliar o quadro, pois a demanda para modelos sob medida subiu. Além disso, neste ano começamos a vender em maio, três meses antes que em 2025.” Entre os clientes, a empresária revela que também atendeu grupos de danças de diferentes municípios, como Estância Velha, Porto Alegre, Novo Hamburgo e até de São Paulo e do Paraná.
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“Para nós, a Oktober funciona o ano todo”
É na reta final para a abertura que o movimento se intensifica, afirma a empresária Janaína Mainardi Pires. “É quando o cliente mais procura, talvez pelo fato de estar sendo contagiado pelo ritmo, vendo os pavilhões sendo montados e as estruturas ganhando forma.”
Na loja, é possível conferir uma vasta variedade de produtos alusivos, desde acessórios a camisetas e trajes típicos. Durante a programação da 41ª Oktoberfest, os mesmos itens poderão ser conferidos no parque. Por sinal, para atender à demanda houve incremento na equipe, conta Janaína, otimista quanto à movimentação. “Vamos receber muitos turistas. Já temos excursões com visitas marcadas aqui.”
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