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HAPPY HOUR

A situação complicou muito

Continuamos sofrendo as consequências da Covid-19 nesse tempo de praia e relaxamento à beira do mar. Milhares de pessoas se aglomeravam, dando uma trégua para os cuidados recomendados pelos agentes de saúde.

Os jovens promoviam festas e se empilhavam ao redor das empresas que comercializavam bebidas como se fossem isentas da contaminação. As consequências foram trágicas. Bastaria que um deles estivesse contaminado e o vírus se espalharia entre várias pessoas.

Eduardo Leite decretou a bandeira preta no Estado. Deu um basta na euforia dos jovens nas festas clandestinas e todos pagamos caro por essa transgressão. “Preteou o olho da gateada”, como se manifestava o colunista Paulo Santana, que além de ser gremista, transgredia as regras do ato de fumar em lugares inapropriados.

Estava pensando com meus botões. Já estamos há um ano confinados em casa. Não enxergamos uma luz no fim do túnel nessa contaminação do coronavírus. Faltam leitos de UTIs. Bandeira preta.

O vírus já se transformou. Está à caça dos jovens, que não se resguardaram. Hoje todos estamos pagando a conta da irresponsabilidade daqueles que ultrapassaram os limites dos cuidados mínimos.

Escutei numa rádio da capital o depoimento de uma pessoa da área da saúde que fora vacinada contra o vírus. Disse que sentiu reações estranhas: muita dor na região da picada e a sensação de uma gripe muito forte, que durou alguns dias e passou. Afirmou que algumas pessoas teriam essas mesmas reações no organismo e que eram normais.

Nesse mesmo dia em que escutei o comentário no rádio, uma amiga e proprietária de uma empresa ligou e avisou que meu aparelho auditivo estava consertado, mas não poderia entregá-lo porque estava em casa com sintomas de Covid, isso que também já foi vacinada. Ficaria 15 dias de molho em casa. Tranquilizei-a que poderia ser alarme falso de reação do organismo. Preferiu se resguardar. Não lhe tirei a razão, pois a situação que estamos vivendo remete-nos à insegurança e ao medo.

Estamos todos com esperança na vacina, oxalá nos imunize dessa terrível peste mundial. Parece que o cenário se agravou por falta de leitos das UTIs nos hospitais, situação que nos remete a aumentar a capacidade das casas de saúde no futuro.

Para descontrair, preciso contar que meu aparelho auditivo esquerdo estava com defeito e foi mandado para SP, único estado que estava habilitado para consertá-lo. Especialistas renomados se reuniram para discutir qual vacina seria eficaz para deixá-lo imunizado dos defeitos para os próximos anos.

Hoje estou meio surdo. Só escuto no ouvido direito. Ainda bem que o único aparelho está aguentando essa dupla função. Só gasta mais pilha. Que bom que não foi mandado para o “concerto” em SP, pois poderia ter ido assistir a uma grande orquestra. Consertar ou concertar, eis a questão?

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