As dependências da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Arroio Grande recebeu durante todo o sábado, 12, das 8 às 17 horas, a 2ª Ação em Saúde para Mulheres no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O evento, realizado pela Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, foi idealizado pelo Movimento Autêntica-Mente – Elas no Espectro e com apoio da Luz Azul Associação Pró-Autismo de Santa Cruz do Sul. A ação visou promover o acesso a atendimentos em saúde para mulheres que vivem no contexto do autismo como mães, cuidadoras ou mulheres autistas moradoras de Santa Cruz do Sul.
A enfermeira responsável pelo projeto, Thaise da Rocha Ferraz, destacou que o evento foi um sucesso, assim como o do ano anterior. “E a certeza desse sucesso são os feedbacks das próprias mulheres atendidas que foram muitos e todos elogiando o atendimento dos profissionais e a importância daquele momento. Muitas estavam há tempo sem fazer atendimentos em saúde ou pelo menos um atendimento com a qualidade, o carinho e atenção que elas receberam neste dia””, afirmou.
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Foram realizados 47 atendimentos entre consultas médicas, odontológicas e de enfermagem para rastreamento do câncer do colo do útero e mama; 25 testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), antropometria e aferição da pressão arterial. Além disso, cerca de 20 atendimentos de práticas integrativas e complementares em saúde (PICS), como Auriculoterapia e Reflexologia Podal.
Participante do evento, a paciente Luira Andrade, fez um agradecimento pela oportunidade. “Agradeço a todos os profissionais envolvidos neste dia maravilhoso. Esperei o dia da iniciativa para poder realizar alguns encaminhamentos e não é porque no meu posto não tem, mas pela maneira como me sinto nesse movimento. Os atendimentos me fazem sentir acolhida e cada profissional nos atende com carinho e muito respeito. Poder conversar e sentir que estou sendo compreendida é maravilhoso”, disse.
Andreia Pereira da Silva também esteve integrada à iniciativa. “Gostaria de parabenizar toda a equipe que organizou e proporcionou para nós, mães atípicas, a oportunidade de consultas com vários profissionais da área da saúde. Realmente durante anos priorizei família e filhos. Por várias vezes fui até o médico do posto pedir encaminhamentos e medicamentos e não foi ouvida”, completou.
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Fotos: Divulgação
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