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Saúde

Doenças respiratórias seguem em alta em Santa Cruz, mas curva indica possível estabilização

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

O número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) segue em alta em Santa Cruz do Sul. Até este sábado, 15, o município contabiliza 96 casos neste ano, 14 a mais do que na atualização de 23 de julho e 24 acima do registrado em 13 de julho.

O total de óbitos também aumentou no período e chegou a oito. Apesar da alta no número de casos e mortes, alguns indicadores apontam para uma possível estabilização da gravidade da doença. A proporção de pacientes que precisaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) permanece praticamente estável, em 44,79%. A letalidade hospitalar, que estava em 8,54% em 23 de julho, caiu para 8,33% na atualização mais recente.

A incidência chegou a 72,58 casos por 100 mil habitantes, enquanto a mortalidade alcançou 6,05 por 100 mil.

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Outros vírus respiratórios lideram

Entre os agentes identificados, o grupo classificado como outros vírus respiratórios continua como o principal responsável pelo aumento das hospitalizações. Foram 46 casos até 15 de agosto, contra 35 em 23 de julho e 29 em 13 de julho.

Dentro desse grupo, chama atenção o avanço das codetecções, quando mais de um vírus é identificado no mesmo paciente. Os registros passaram de 10 para 16 casos no período mais recente. Rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) também apresentam crescimento.

A influenza teve aumento mais discreto, de 18 para 20 casos desde 13 de julho. Já a Covid-19 permanece com apenas um caso registrado no período analisado.

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Outro ponto que dificulta uma avaliação mais precisa dos vírus em circulação é o número de casos classificados como não especificados. Eles passaram de 19 para 27 e representam quase 30% das hospitalizações.

Bebês concentram maior aumento

A principal mudança na atualização mais recente está entre os bebês com menos de 1 ano. O grupo passou de 18 hospitalizações em 23 de julho para 26 em 15 de agosto. São oito novos casos em pouco mais de três semanas.

O aumento supera o registrado entre as demais faixas etárias. Crianças de 1 a 4 anos também tiveram crescimento, de 11 para 14 hospitalizações.

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Entre os idosos, o avanço foi menor. Na faixa de 60 a 79 anos, os registros passaram de 19 para 21. Entre pessoas com 80 anos ou mais, houve aumento de 11 para 12 hospitalizações.

O comportamento dos casos coloca os bebês menores de 1 ano como o principal grupo de atenção neste momento. O avanço coincide com o aumento de registros de VSR, rinovírus e codetecções, agentes associados a quadros respiratórios importantes nessa faixa etária.

Oito mortes registradas

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Santa Cruz do Sul soma oito mortes por SRAG em 2026. O número era de sete na atualização de 23 de julho.

A influenza é o agente que mais avançou entre os óbitos confirmados. Foram três mortes associadas ao vírus até 15 de agosto, contra duas em 23 de julho e uma em 13 de julho.

Entre as faixas etárias, o maior aumento recente ocorreu entre pessoas com 80 anos ou mais, que passaram de um para dois óbitos. O grupo de 60 a 79 anos permanece com quatro mortes.

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Curva semanal apresenta sinais de estabilização

Apesar do crescimento acumulado das hospitalizações, a curva epidemiológica apresenta um cenário um pouco mais favorável. Os registros de 2026 atingiram o ponto mais alto por volta das semanas 24 a 27, com cerca de nove notificações por semana.

Nas semanas mais recentes, a curva indica queda ou estabilização. O comportamento sugere que o pico sazonal de SRAG durante o outono e o inverno pode ter ficado para trás.

A curva de mortes também não apresenta novos picos nas últimas semanas. O maior registro de 2026 foi de dois óbitos em uma mesma semana, alguns dias atrás.

Mesmo com esses sinais, o número acumulado continua em crescimento e exige acompanhamento, principalmente entre crianças pequenas.

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