O Tribunal do Júri de Santa Cruz do Sul julga nesta quinta-feira, 10, a partir das 9h30, Fabiano Alexandre dos Santos, de 37 anos, e Vitor Cassiano Francisco, de 25, acusados da morte do pastor Alex Fabiano Ramos Corrêa, 48 anos.
O julgamento será realizado no Fórum de Santa Cruz do Sul, sob a presidência da juíza Márcia Inês Doebber Wrasse. A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Gustavo Burgos de Oliveira. Os réus terão a defesa dos advogados Mateus Porto, Michel França da Silva e Fabricio Rodrigo de Almeida.
O processo original também tem como réus Ezequiel de Freitas Lemes e Murillo Lemes da Cruz. O julgamento desta quinta, porém, será apenas de Fabiano e Vitor, em razão do desmembramento do processo em relação aos demais acusados.
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O crime ocorreu na tarde de 15 de março de 2022, no Bairro Santuário. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Alex foi abordado por homens que chegaram ao local em um Peugeot. A acusação sustenta que Fabiano, Vitor e outro indivíduo desceram do veículo armados e questionaram a vítima sobre o paradeiro de Diogo Francisco da Silva.
A origem da sequência de acontecimentos está na morte de Cleison dos Santos, conhecido como Cleisinho, ocorrida três dias antes. Segundo a investigação, Diogo havia flagrado sua companheira na cama com Cleison. Ele teria usado essa motivação para assassinar Cleison. Diogo foi julgado e condenado a 17 anos e dois meses de prisão pelo homicídio e pela ocultação do cadáver.
De acordo com a acusação, após a morte de Cleison, o grupo passou a procurar Diogo. Como Alex, sogro dele, não teria informado onde ele estava, os acusados teriam tentado colocá-lo dentro do veículo. A denúncia aponta que, diante da falta de informações, Alex foi encurralado e Fabiano efetuou disparos de arma de fogo contra ele. O pastor morreu no local.
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Fabiano e Vitor foram pronunciados pela Justiça para responder por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, em concurso de pessoas.
Fabiano Alexandre dos Santos, conhecido como “Bolinha”, é acusado de ter efetuado os disparos que mataram Alex. Em agosto deste ano, ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por tentativa de homicídio ocorrida durante uma festa no Bairro Santa Vitória, em setembro de 2023. Ele permanece preso por responder a um terceiro processo.
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