A 3ª Gincana do Alemão teve como proposta aproximar crianças, adolescentes e adultos da língua alemã por meio de atividades interativas e práticas. Com foco na valorização dos trajes típicos, da culinária e das músicas, a segunda saída a campo da iniciativa ocorreu nessa sexta-feira, 2, no Balneário Storch, em Monte Alverne, e reuniu mais de cem pessoas.
Promovida pela Escola de Língua Alemã Auf gut Deutsch, a atividade contou com alunos de escolas municipais e representantes de diferentes comunidades de Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Venâncio Aires, Rio Pardinho, Monte Alverne, Candelária, Sinimbu e outras localidades do Vale do Rio Pardo.
Conforme ressaltou a diretora da instituição, Jaqueline Bender, o propósito sempre foi enaltecer o idioma e mostrar às pessoas que elas podem se sentir livres para se comunicar em alemão. “Essa gincana existe para que tenhamos coragem e não mais vergonha, pois é uma das línguas mais valorizadas do mundo”, afirmou.
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Com o tema Volkfeste in Deutschland (Festas Populares na Alemanha), a gincana saiu dos livros, das pesquisas e das salas de aula. O encontro cultural ao ar livre proporcionou aos alunos, divididos em sete equipes, uma experiência de aprendizado por meio de estações, nas quais eram avaliados e apresentavam tarefas preparadas ao longo das últimas semanas.
A estudante da Escola Estadual de Ensino Médio Professor Affonso Pedro Rabuske, de Linha Santa Cruz, Caroline Wagner Chaves participou pela primeira vez e salientou que estava muito feliz com a experiência. “Além de ganhar novos conhecimentos, foi um momento de integração com pessoas de várias idades. Aprendemos muito mais sobre a cultura germânica.”
Já participando pela terceira vez da iniciativa, o aluno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Félix Hoppe, do Distrito de Linha Nova, Matheus Fernando Schutz contou que a vivência o ajudou a falar alemão com mais liberdade. “Acredito que é essencial valorizarmos essa cultura, porque foram os nossos imigrantes que fundaram a nossa cidade”, reforçou.
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- Caroline participou pela primeira vez
- Matheus: mais liberdade com o idioma
Fotos: Rodrigo Assmann
De pai para filha
“Quando decidi abrir uma escola, coloquei como missão preservar tudo o que meu pai me ensinou quando eu era criança, porque não queria que os ensinamentos se perdessem”, ressaltou Jaqueline Bender. “Por isso, a gincana é meu ‘pote de ouro’. Eu amo envolver as crianças, elas são o futuro e manterão viva essa língua.”
Aos 81 anos, Armindo Bender, pai de Jaqueline, prestigiou a atividade ao lado da filha e disse sentir orgulho de tudo o que ela construiu. Falou também sobre o esforço feito para que os filhos aprendessem e mantivessem o contato com o idioma alemão. “Estou sempre incentivando as crianças e os mais jovens para que eles não deixem nossa história se perder.”
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