A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) voltou a receber relatos de produtores sobre atrasos e restrições na entrega de diesel. O problema ocorre no início do plantio da safra de verão e, segundo a entidade, repete uma situação registrada no começo deste ano, durante a colheita de arroz e soja.
O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, afirmou que o momento preocupa porque o plantio depende de uma janela limitada. A falta de combustível pode atrasar as operações, reduzir a área cultivada e elevar os custos de produção.
Farsul cobra informações
A entidade também alerta para possíveis aumentos no preço do diesel. Segundo Domingos, produtores que conseguem receber o combustível podem pagar mais caro, o que eleva as despesas com máquinas, transporte e demais atividades agrícolas.
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A Farsul cita dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), segundo os quais o diesel A ficou abaixo da paridade de importação durante todo o mês de agosto. A diferença chegou a R$ 2,56 por litro. Para a entidade, o dado não comprova falta física do produto, mas pode reduzir o interesse econômico nas importações.
A federação também avaliou a subvenção anunciada pelo governo federal na quarta-feira, 9, de R$ 1,00 por litro para produtores e importadores. A medida é considerada positiva, desde que o benefício resulte em preços menores e o combustível chegue aos produtores.
A Farsul afirma que está reunindo relatos e vai cobrar informações sobre estoques regionais, pedidos recusados, volumes destinados aos Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), importações e prazos de entrega. A entidade também pediu que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) investigue possíveis recusas injustificadas no fornecimento e aumentos abusivos.
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Problema já havia sido relatado em Santa Cruz
A dificuldade para conseguir diesel já havia sido apontada pelo Portal Gaz nesta semana. Em reportagem publicada na quinta-feira, 10, postos de Santa Cruz do Sul relataram redução nos volumes entregues pelas distribuidoras. Segundo o Supetro, que representa o setor, houve aumento da procura no fim de agosto, enquanto as distribuidoras também enfrentaram limitações para receber o produto da Petrobras.
Na ocasião, o presidente do sindicato, Fabrício Severo Braz, descartou risco de desabastecimento no município. A expectativa era de melhora com o aumento das importações, embora a reposição pudesse levar algumas semanas. A principal preocupação era com a possibilidade de a restrição se prolongar e pressionar os custos do diesel.
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