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FORA DE PAUTA

Fim de uma era? Não mesmo!

Foto: Reprodução/Instagram

No último dia 8 perdemos a ilustre Bonnie Tyler. A voz rouca marcante ficará eternizada na trilha sonora da vida de muita gente. Bonnie é portadora de um vasto compilado de sucessos que explodiram mundo afora. Em sua homenagem, republicarei um texto de 2022, no qual descrevo minha paixão pelos gigantes astros da música dos anos 70, 80 e 90. E claro, Bonnie entre eles.

Hoje tenho a certeza de que os gostos musicais do meu pai influenciaram totalmente os meus. E que bom que foi assim. Os anos de 1970, 80 e 90 foram primordiais para a indústria da música como um todo. A qualidade, estilos, novas técnicas e grandes vozes fomentaram a base para o que consumimos até hoje. Queen, explosão e vocal incomparável de Freddie Mercury. Mariah Carey, whistle inconfundível. Céline Dion, sem palavras. 

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Mas e ele, o Rei do Rock? Precursor! A voz estridente, a personalidade forte e o encanto de Elvis Presley realmente não morreram. E é a partir dele que tudo começa. Do despertar ao adormecer, a trilha sonora de casa perpassa de Suspicious Minds a Sweet Caroline. A presença do Rei está marcada muito além da música por lá, mas isso é papo para outro momento. Lembro de detalhes tão corriqueiros, mas tão marcantes, como por exemplo em dias chuvosos pós-aula. 

Na época, 2007/2008, estudava à tarde no Ensino Fundamental. Ao término das aulas, eu e minha irmã aguardávamos nosso pai na saída dos fundos para irmos embora. Tratando-se de dias chuvosos, parece que tudo para, o trânsito, então, é terrível. Logo, o trajeto, quase de praxe, da escola até o mercado antes de ir para casa ficava mais longo. A trilha sonora no carro, quando não era Rádio Gazeta AM 1180 (atual FM 107,9), claro que era Elvis. Uma lembrança tão simples, mas muito especial. 

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Então, foi a partir do Rei que, ainda criança, comecei a buscar mais informações sobre os artistas da Era de Ouro. Conheci e me encantei por vários deles. Cher, Whitney Houston, Bryan Adams, Tina Turner, David Bowie, etc. Hoje, sei muito além de suas músicas, conheço a vida de cada um, assisti a diversos documentários, li biografias e assisti a inúmeros shows, acho que isso se deve ao lado jornalista também, excesso de curiosidade. Entre estes, uma que ganhou meu coração é a icônica cantora galesa Bonnie Tyler. De voz rouca e vibrante, tem um lugar especial na minha lista das “melhores de todos os tempos”. Inclusive, tive o grande privilégio de vê-la bem de perto, em um espetáculo reverente no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre. 

Que honra, Bonnie! Sucesso atrás de sucesso. Certamente, mesmo aqueles que não a conhecem já ouviram Total Eclipse Of The Heart, por exemplo, um dos singles mais vendidos da história. Enfim, o sentimento que tenho hoje, por todo esse conhecimento e prazer pela música das referentes décadas, é de gratidão. Por isso, obrigado, pai, por, além de tudo, ter um gosto musical tão sensacional.

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