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OPINIÃO

Marcos Rivelino: “No país do Fundo Eleitoral, o futebol é só mais um “circo””

Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini

Em tempos de eleição, no apagar das luzes, o governo federal, de repente, do nada, retira o funcionamento das Bets, regulamentadas por ele mesmo em 2023. Deus me livre duvidar das intenções por trás dessa medida, mas os clubes reagiram rapidamente, obviamente, e já se discute uma “ajuda governamental de “R$ 20 bilhões”.

No país do Fundo Eleitoral, do Fundo Partidário, o futebol é só mais um “circo”, gasta-se muito mais do que se arrecada e o próximo presidente que se vire. E nós? Bem, nós somos os palhaços deste circo todo.

Hora da verdade

O Galo Carijó foi a Passo Fundo e venceu, voltou classificado e agora a Apafut é o inimigo a ser batido. O campeonato muda de estrutura, passa a ser mais estratégico, em dois jogos, ida e volta, e o melhor: seguirá em frente. Não haverá surpresas, os times já se conhecem, empataram nos Plátanos. Agora é no detalhe, numa bola parada, numa jogada ensaiada, na defesa consistente e no ataque eficiente.

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É proibido errar

Em Caxias do Sul, no próximo sábado, 3, no Campo do Sesi, sem pressão de torcida, o Santa Cruz não pode errar. Nada de vacilos defensivos, nem expulsões de bobeira. Ou seja, não poderá ter medo de jogar. A semana agora é para recuperar atletas debilitados fisicamente e colocar em campo o que há de melhor à disposição da comissão técnica. Nesta reta final, cada jogo é uma decisão. O momento é de união e entrega. A responsabilidade é de todos.

Novo ciclo

Nesta Data Fifa, restou ao Brasil jogar contra a Austrália e Índia, e vamos combinar: nenhuma empolgação. Aliás, faz tempo que o torcedor brasileiro afastou-se um pouco da seleção. E razões não faltaram, é verdade. A bolha em que vivem “nossos craques europeus” só aumenta a distância em relação à torcida.

Mas a culpa não é só deles. Ela começa muito antes, na má educação, no protecionismo e paternalismo empresarial, nos dirigentes que comandam o futebol brasileiro, desde a CBF até os clubes. Que venha um novo ciclo mais representativo do povo brasileiro.

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