De todos os cantos e recantos brotam ressentimentos, hostilidades e revanchismos, a ponto de contaminar as relações familiares, sociais, jurídicas e políticas. O semeado e irresponsável divisionismo político-social praticamente dividiu a nação em dois grupos insanos e exacerbados.
O ambiente contaminado e estressado provocou inclusive a retração comportamental e funcional de muitos cidadãos e servidores públicos. O “patrulhamento” ideológico contaminou a nação.
Nem mesmo as instituiçoes republicanas resistiram. O Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o governo federal restaram fragilizados e comprometidos em suas obrigações.
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Pior. Envolvidos em ações de autodesmoralização e invasões de competências alheias. Tarefas e funções públicas que têm como exigência a isenção e a independência restaram comprometidas.
Consequentemente, o sistema de pesos e contrapesos institucionais, base da teoria de separação dos poderes de Estado, naufragou. Os três poderes de Estado compartilharam omissões, agressões e abusos. Ironicamente, os bombeiros institucionais viraram incendiários!
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Até o momento, qualquer hipótese de análise, previsão e julgamento do que poderá ocorrer na eleição presidencial exige que alguns preconceitos em curso, que alimentam a polarização, sejam reconsiderados.
A ascensão dos ideais conservadores, hoje uma tendência mundial, ainda que as razões sejam diferentes nação a nação, não pode ser tratada de modo vulgar, com menosprezo e rótulos. Assim como, pela mesma razão e reflexão, soa ridículo minimizar e rotular os históricos ideais da esquerda.
Significa dizer que os candidatos presidenciais, principalmente, têm a obrigação de bem compreender e interpretar a totalidade dos votos do povo brasileiro. Há algo muito maior em curso e destino do que o medíocre e estúpido divisionismo.
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Ou seja, face ao quadro em curso, é possível antecipar que não haverá vitorioso. Afinal, consideradas as pesquisas que confirmam a expressiva rejeição dos dois principais adversários, resta evidente que o vencedor também será um perdedor. Pior, todos nós restaremos como perdedores.
Em resumo, vença quem vencer, o futuro presidente deverá manter a permanente consciência e lucidez acerca de sua própria fragilidade, e manter a noção das circunstâncias que contaminaram a própria legitimidade, ainda que vitória assentada em processo legal.
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