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OPINIÃO

Marcos Rivelino: “Nossos jogadores estão nos melhores clubes da Europa, mas nossos treinadores não. Por quê?”

Carlo Ancelotti vai divulgar a lista final na próxima segunda-feira | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Para qualquer profissional do futebol, disputar uma Copa do Mundo é o ápice da carreira ou próximo disso. Será apenas coincidência que, pela primeira vez, não temos um único brasileiro comandando as 48 seleções deste Mundial? Incluindo a nossa seleção? Em outras edições, sempre tivemos nossos profissionais trabalhando em seleções sul-americanas, árabes, africanas, entre outras.

A Europa continua com portas fechadas para brasileiros, não para argentinos, por exemplo. Nenhum técnico brasileiro campeão mundial de seleções teve sucesso na Europa, Parreira, Felipão, por que será? É só preconceito? Nossos melhores jogadores estão espalhados em alguns dos melhores clubes de lá, mas nossos treinadores não. Por quê? Para responder a essa pergunta, é preciso ter humildade para reconhecer tal situação.

As estrelas

Neste Mundial, até o momento, todos nós, mídia, torcida e os profissionais da bola, somos testemunhas da qualidade indiscutível de uma casta de jogadores, um pequeno número de atletas que são realmente diferentes, estão acima dos demais, são “estrelas” do futebol. Messi na Argentina, Mbappé pela França, Haaland, da Noruega, Harry Kane, da Inglaterra, e Cristiano Ronaldo, de Portugal, o primeiro jogador a marcar gols em seis Mundiais disputados. Infelizmente não temos nenhum brasileiro nessa pequena lista, algo autoexplicativo.

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As seleções

A Fifa aumentou para 48 vagas neste Mundial , divididas por três países da América do Norte. Teve críticas e muitas, algo natural, dependendo do ângulo em que você baseia sua opinião. A Fifa faz política, negócios e entretenimento, até aí tudo bem. Um evento desse porte é antes de mais nada o encontro de nações, o convívio de culturas, costumes e tradições entre povos distantes, tudo isso fora e dentro dos estádios.

Como não se emocionar com a seleção de Curaçao ao empatar com Equador. E Cabo Verde, que empatou com as campeãs Espanha e Uruguai e ainda marcou seus primeiros gols. Essa paixão, esse amor, essa emoção dos torcedores, isso é o verdadeiro evento. Isso é a Copa.

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