Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Memória: cinema ao ar livre

Foto: Divulgação

Tela do cinema itinerante do Sesi era instalada na parede e o público tinha diversão gratuita nos bairros, entre os anos 60 e 70. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial (IA)

O santa-cruzense Divo Alexandre Rehbein, residente em Brasília e leitor desta coluna, nos encaminhou material sobre o cinema itinerante do Serviço Social da Indústria (Sesi). Ele promovia diversão e cultura nos bairros de Santa Cruz no fim da década de 60 e início dos anos 70.

Os encarregados de levar e montar a estrutura eram os amigos Divo (pai de Divo Alexandre) e Olíbio Porto. Ambos tinham contrato assinado com o Sesi para realizarem o trabalho técnico e preparatório para as projeções. Além disso, efetuavam a revisão dos aparelhos e pequenos consertos que se faziam necessários. Divo (já falecido) foi pintor de letreiros e fazia os cartazes do Cine Victória. Muitas vezes, contava com a ajuda de Olíbio, que também trabalhava na área do desenho. Quando o Sesi criou o cinema, foram convidados para assumirem o serviço.

Na época, a televisão era artigo de luxo e os cinemas Apollo e Victória ficavam no Centro, o que dificultava o comparecimento dos moradores de locais mais distantes. O Sesi então criou o sistema itinerante para levar diversão gratuita aos trabalhadores e familiares que residiam nos bairros. Divo, dono de uma caminhonete, transportava o material formado por projetor, tela, alto-falantes, bobinas com as fitas e uma corneta para anunciar que, em minutos, começaria o filme.

Publicidade

A montagem da estrutura ocorria em praças ou nos pátios de escolas, igrejas e sociedades, nos fins de semana. O público levava cadeiras e a criançada sentava no chão. As famílias organizavam-se com chimarrão, pipoca, refrigerante e bolinhos. A tela branca ficava ao ar livre, presa em galhos, postes ou paredes. A projeção começava quando estava escuro, o que garantia maior contraste na tela.

Projeções ocorriam à noite, garantindo mais contraste na tela. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial (IA)

O Sesi disponibilizava os equipamentos e as películas. Os filmes que faziam mais sucesso eram os bangue-bangues, tipo O dólar furado, Tarzan e as comédias do Mazzaropi, Teixeirinha, Zé Trindade, Costinha, Gordo e Magro, Os Três Patetas e outros.

Antes da atração principal, ocorria o Cine Jornal (Canal 100), com notícias do Brasil e do mundo. Havia ainda documentários educativos do Sesi sobre saúde, higiene, segurança do trabalho, etc.

Publicidade

Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.