Ontem, o povo brasileiro aprendeu muito sobre a realidade nacional. E aprenderá muito mais se acompanhar os desdobramentos dos fatos que transbordaram em Brasília, sobretudo aqueles relacionados às relações de autoridades judiciais com o banqueiro Vorcaro (Banco Master).
Quem pensara que escândalos recentes como a Operação Lava-Jato, o maior assalto sistêmico de todos os tempos, festivamente “enterrado” pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e seus “amigos íntimos”, fosse o símbolo definitivo da contaminação do Estado brasileiro, vai ficar chocado e pessismista sobre o futuro da nação.
A publicidade dos relatórios da Polícia Federal que revelam diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Vorcaro são de extrema gravidade. Mas não estão limitados ao ministro. Há outras figuras relevantes.
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Um dos mais expressivos e íntimos diálogos revela a preocupação de Vorcaro em ser preso, fazendo consultas ao ministro Moraes e cogitando a hipótese de deixar o País.
Em determinado momento, Vorcaro pergunta a Moraes “se Andrei e Paulo não poderiam ajudar?” Com certeza, referia-se ao chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da PGR, Paulo Gonet.
São diálogos que ocorrerram dois ou três dias antes de sua prisão no Aeroporto de Guarulhos (SP), prestes a embarcar em jato particular rumo aos Emirados Árabes Unidos.
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Relator dos casos INSS e do Banco Master, essas informações vieram a público pela insistência do ministro André Mendonça (STF) e seu apoio à Polícia Federal para a continuidade e liberdade nas ações investigativas, contrariando duvidosas movimentações de colegas do STF e da Procuradoria Geral da República (leia-se Paulo Gonet).
Aliás, há uma constrangedora conversa do procurador-geral com Vorcaro. Nos diálogos intermediados por terceiros, Gonet diz que sente saudades e chama o Vorcaro de “máquina”, após aceitar convite para degustação de uísque em Londres e de pedir que o filho fosse convidado ao evento
Diante da gravidade documental revelada e a provável abertura das investigações para o Plenário do STF, com certeza o ambiente ficará explosivo e sujeito a surpresas de toda ordem. Não à toa já há avaliações sobre quais ministros apoiarão ou não as ações do ministro Mendonça.
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Confesso que não me surpreenderei se transformarem os casos INSS e Banco Master em uma nova versão da Operação Lava-Jato, ou seja, libertando culpados e condenando autoridades responsáveis pelas investigações e produção de provas!
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O psiquiatra
Face à neurótica e persistente polarização em curso, talvez a candidatura de Augusto Cury possa ser relevante e oportuna em outra circunstância. Afinal, trata-se de um psiquiatra! Ou você não concorda que somos uma nação em grave estado de transtorno mental?
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