O sensei de karatê do dojô Satori, Janclei Frömming, recebeu a certificação como faixa-preta da Japan Karate Association (JKA) neste sábado, 12. Com isso, torna-se o único dos Vales do Rio Pardo e Taquari com essa distinção.
Para o professor, o reconhecimento internacional representa anos de estudos, treinamentos, avaliações, aperfeiçoamento técnico e pedagógico na tradição do karatê shotokan JKA. “Um santa-cruzense, professor e sensei de artes marciais, alcançou uma qualificação reconhecida pela própria organização japonesa responsável pela preservação, desenvolvimento técnico e difusão internacional dessa tradição”, enfatizou.
Além disso, o dojô Satori também participou do 20º Campeonato Estadual JKA em Venâncio Aires, com mais de 400 inscritos. Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar uma experiência de disciplina, superação, respeito, autocontrole e desenvolvimento pessoal.
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Equipe Satori presente em Venâncio Aires
Caminho de aprendizado
A trajetória de Janclei no karatê foi marcada por diferentes professores e momentos de aprendizado. No início, uma experiência que quase o levou a desistir da modalidade acabou servindo também como referência sobre o tipo de professor que não gostaria de se tornar.
Posteriormente, encontrou na sensei Sônia uma nova perspectiva de treinamento, baseada em equilíbrio, respeito e humildade. Em seguida, passou a estudar com os senseis Alfredo e Paulo, ligados a federações oficiais e à JKA, ampliando sua formação no karatê tradicional.
A partir daí, vieram anos de treinamentos, livros, seminários, avaliações e kumites. Entre as principais lições adquiridas durante esse processo está o controle do ego e a compreensão de que a evolução depende de estudo, prática e disposição para corrigir erros.
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“Controlar o ego para continuar aprendendo” é uma das ideias que Frömming considera fundamentais em sua formação.
Karatê como formação
Além da preparação técnica, Janclei também buscou conhecimentos relacionados à neurociência, comportamento e desenvolvimento humano. Para ele, princípios trabalhados no karatê, como disciplina, atenção, autocontrole, consciência corporal, persistência e respeito, podem contribuir para o desenvolvimento pessoal.
Essa visão também está presente no trabalho desenvolvido no dojô Satori, onde defende a prática do karatê para diferentes públicos, independentemente de idade ou objetivo.
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Crianças, jovens, adultos e pessoas mais velhas podem encontrar na modalidade diferentes possibilidades, seja para competir, melhorar o condicionamento físico, desenvolver disciplina ou simplesmente aprender uma arte marcial.
Para Frömming, a principal conquista proporcionada pelo karatê vai além de medalhas e graduações. “O verdadeiro valor do karatê não está em quantas medalhas você ganha, está em quem você se torna durante o caminho.”
A certificação japonesa, portanto, representa uma etapa importante de uma trajetória que continua baseada no aprendizado. Para o sensei, sua evolução só tem sentido quando pode ser compartilhada com os alunos e contribuir para o desenvolvimento de outras pessoas. “Mais do que faixas, é preciso continuar aprendendo. Mais do que títulos, é preciso manter humildade e espírito de faixa branca.”
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