Desde muito cedo, a vaidade já dava sinais de que não era apenas uma característica, mas um caminho. Roberta Salvatori lembra com naturalidade de episódios da infância que hoje ajudam a explicar sua trajetória. “Já deixei de ir à festinha do jardim de infância porque não tinha passado gel no meu cabelo”, frisa.
O cuidado com a aparência, no entanto, nunca foi superficial. Sempre esteve ligado à forma como ela se sente e, principalmente, como pode fazer outras pessoas se sentirem.
Essa vontade de compartilhar sensações atravessa toda a história profissional de Roberta. Há cerca de duas décadas, quando se formou cabeleireira, aos 18 anos, ela encontrou na área da beleza um espaço para transformar a paixão em trabalho. “Geralmente, gosto de transbordar para os outros aquilo por que me apaixono. Então, se comprei alguma coisa, quero que as pessoas conheçam e sintam a mesma sensação que tive.”
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Hoje, essa essência se materializa em diferentes frentes. Roberta atua como cabeleireira, maquiadora e designer de sobrancelhas, além de gerenciar o espaço colaborativo Coworking Concept Hair, onde divide o ambiente com outras empreendedoras. E foi nesse espaço que nasceu seu projeto mais recente: o Brechó Boutique Venna.
Nasce o Venna
A loja, inaugurada há pouco mais de um mês, surgiu de um desejo antigo que encontrou o momento certo para sair do papel. A ideia ganhou força quando surgiu um espaço disponível no local, permitindo que ela colocasse em prática um projeto que já vinha sendo pensado.
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Mais do que vender roupas, o Venna nasceu com a proposta de oferecer experiência. “Essa sensação que sinto quando compro uma peça que procuro e já não acho mais nas lojas ou pela qual consegui pagar menos do que pela que está saindo da loja. Era essa a sensação que queria trazer para os outros”, afirma.
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Diferente dos brechós tradicionais, o conceito boutique aposta em uma curadoria mais refinada. As peças já chegam selecionadas, higienizadas e em bom estado, o que torna a experiência mais prática para quem compra. “O brechó boutique já é uma seleção mais sofisticada das peças. Então, o tempo que a pessoa vai estar na loja é para encontrar o estilo dela, e não qualidade”, explica.
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Esse cuidado também dialoga diretamente com a proposta de moda sustentável e circular, um dos pilares do negócio. Para Roberta, mais do que tendência, trata-se de uma mudança de mentalidade no consumo.
“Não indico comprar só porque está em alta. Sempre questiono muito, tento entender o perfil da cliente para direcionar peças que façam sentido para ela e que tenham uma grande durabilidade, não só porque estão em alta no momento. Trabalhamos com peças atuais, mas, principalmente, atemporais, que é para dar seguimento nessa moda circular.”
A escolha por peças de qualidade e tecidos duráveis, como algodão e linho, reforça esse compromisso. A ideia é que as roupas tenham vida longa, circulando entre diferentes pessoas.
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Conciliar tantas frentes poderia parecer um desafio; no entanto, Roberta encontrou seu próprio ritmo. Com atendimentos mais limitados na área da beleza, devido a uma lesão no ombro, ela viu no brechó uma nova forma de direcionar energia e criatividade. “Gosto de deixar as coisas fluírem. Não fiz uma grande divulgação, deixei o público vir de forma orgânica.” A estratégia tem funcionado. Parte dos clientes chega pelo salão, outra pelo Instagram (@venna.brecho.boutique), e o crescimento acontece de maneira gradual, respeitando seus limites e garantindo qualidade no atendimento.
No fim, tudo converge para o mesmo propósito: autoestima. “De trazer uma questão de sensação mesmo, sabe? De experiência”, complementa Roberta.
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Guarda-roupa consciente
Para quem quer começar a construir um guarda-roupa mais consciente, ela deixa um conselho direto: investir no básico de qualidade. “Peças de origem natural, algodão, linho, peças que não saem de moda, calça jeans clássica, camisa branca. Com isso você consegue montar uma base e não precisa ficar comprando tudo o tempo todo.”
A proposta reforça o olhar da empreendedora para um consumo mais consciente e duradouro.
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