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ALTERAÇÕES

Tireoide: quando o corpo dá sinais de que algo não vai bem?

Foto: Magnific

Young woman in golf on a blue background touches her throat, suffers from pain

Pequena em tamanho, mas com grande influência sobre o corpo. A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço, cujos hormônios participam da regulação do metabolismo e interferem no funcionamento do coração, do intestino, dos músculos, dos ossos, do sistema nervoso e também na saúde reprodutiva. Mas o que o assunto tem a ver com o público feminino?

Segundo a médica endocrinologista Camila de Castilhos Forster, as mulheres apresentam problemas de tireoide de cinco a oito vezes mais frequentemente do que os homens. “Estima-se que uma em cada oito mulheres desenvolverá algum distúrbio tireoidiano ao longo da vida. Entre as causas mais frequentes estão doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves.”

Camila

Conforme a especialista, um cansaço que persiste, queda de cabelo, mudanças no peso, alterações no sono e no humor, palpitações e irregularidade menstrual podem ser sinais de alerta. “Na saúde da mulher, sintomas semelhantes podem ter origens muito diferentes. Às vezes são passageiros; em outras, são a maneira como o organismo sinaliza que algo merece ser investigado.”

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No hipotireoidismo, por exemplo, a glândula funciona menos do que deveria. Nesse caso, surgem cansaço, maior sensibilidade ao frio, constipação, pele seca, queda de cabelo, alterações menstruais, e mudanças no peso podem aparecer. Já no hipertireoidismo, o excesso de hormônios pode deixar o organismo mais “acelerado”, com palpitações, tremores, sudorese, intolerância ao calor, ansiedade e perda de peso não intencional.

Apesar dos números, nem todas as mulheres têm o mesmo risco. “História pessoal ou familiar, presença de outras doenças autoimunes, aumento da glândula ou nódulos, cirurgia tireoidiana prévia e radioterapia na região da cabeça ou do pescoço são situações que merecem maior atenção”, afirma Camila.

Além disso, medicamentos também surgem no cenário. “Fármacos, como amiodarona e lítio, podem interferir na função tireoidiana, assim como alguns tratamentos oncológicos, especialmente determinadas imunoterapias. Exposições importantes ao iodo também podem alterar o funcionamento da glândula em pessoas suscetíveis. Conhecer esses fatores ajuda a definir quando e como investigar”, explica a médica.

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Na saúde feminina, a relação com a tireoide ultrapassa aspectos ligados ao metabolismo. “Alterações podem interferir no ciclo menstrual e na ovulação. Durante a gestação, esse cuidado ganha ainda mais importância, pois as necessidades hormonais se modificam e a função tireoidiana materna adequada é importante para a saúde da mulher e para o desenvolvimento do bebê.”

Para chegar ao diagnóstico, é importante compreender que um resultado isolado não conta toda a história. A boa avaliação reúne sintomas, história pessoal e familiar, exame físico e exames complementares. “Quando falamos de tireoide e saúde da mulher, talvez essa seja a mensagem mais importante: não atribuir cada mudança aos hormônios, mas também não ignorar aquilo que persiste. Uma investigação bem direcionada permite compreender o que o corpo está tentando dizer e, quando necessário, chegar ao diagnóstico e ao tratamento no momento adequado.”

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