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PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Trabalho de restauro das estações férreas de Rio Pardo segue sem data para iniciar

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

Restauração do conjunto das estações férreas segue indefinida enquanto aguarda a liberação de recursos

A restauração do conjunto das estações férreas de Rio Pardo (Estação do Centro e do Bairro Ramiz Galvão) segue sem prazo para sair do papel. Embora o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) confirme a conclusão do projeto executivo, a contratação das obras – orçadas em R$ 3,6 milhões – depende agora da assinatura de um termo de descentralização de recursos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Apenas após a transferência dessa verba, o Iphan conseguirá lançar o processo licitatório. Enquanto os prazos se arrastam, o cenário de degradação do patrimônio se agrava. Além dos riscos estruturais decorrentes do incêndio de 2020 na estação central, o antigo armazém anexo virou alvo recente de vândalos, que vêm furtando tijolos do prédio.

Sobre a falta de escoramento e a segurança do perímetro, o Iphan declarou que a responsabilidade pela vigilância do local é da Prefeitura de Rio Pardo, por se tratar de imóvel cedido ao Município. O órgão federal destacou ainda que, em 2024, enviou um ofício à administração municipal solicitando o cercamento da área para evitar acidentes com frequentadores e transeuntes.

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A Gazeta do Sul contatou a Prefeitura de Rio Pardo e o Dnit na quarta-feira, 9, para solicitar posicionamentos sobre o escoramento, a segurança do prédio e os prazos de repasse de verbas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Memória sob risco

  • Tombamento – A Estação Férrea de Rio Pardo foi inaugurada em 1883. É tombada pelo Município desde 2005 e integra a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário do Iphan desde 2007.
  • Abandono – Sem uso oficial desde 2017, a estrutura sofreu um grande incêndio em abril de 2020, que destruiu o pavimento superior e o telhado.
  • Decisão judicial – Em 2021, uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) tornou obrigatória a elaboração dos projetos de restauro para salvar o complexo arquitetônico.

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