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Vivemos em crise política

Apesar da crise vivida pela Covid-19, a política é dinâmica e não fechou as portas para os atos absurdos que acontecem no Brasil. A oposição ao governo atual necessita achar um candidato para as eleições de 2022. Infelizmente, a campanha já iniciou. Deve ser atraente ser o dono dos cofres do governo federal.

Tivemos alguns momentos de euforia nos tempos da Lava Jato. Moro e Deltan Dallagnol eram saudados no Brasil e no mundo. A Polícia Federal atuava com agilidade, prendendo políticos e empresários importantes envolvidos nesse esquema gigante do loteamento dos cargos e desvios de dinheiro da Petrobras. Até um agente da PF tornou-se popular nas operações, o Japonês da Federal.

Finalmente, o País estava se livrando dos políticos e empresários corruptos. Lula foi aclamado o chefe dessa organização criminosa. Foi julgado, preso e impedido de concorrer, confirmado em segunda instância e pelo STJ.

O tempo passou, a onda do antipetismo elegeu Bolsonaro e até tentaram assassiná-lo durante a campanha; porém, esse candidato antes desacreditado venceu as eleições.

Lula foi julgado por juízes que passaram anos estudando para saber das intrincadas leis brasileiras. Fizeram complicados concursos e galgaram com mérito os cargos da magistratura (Toffoli, do STF, não passou em nenhum desses concursos). O povo estava satisfeito com a Operação Lava Jato. Em torno de R$ 5 bilhões dos roubos foram recuperados e tem muito mais na fila de espera das decisões.

O STF começou a agir a favor dos corruptos implicados com as condenações da Lava Jato. Anulou as prisões a partir da segunda instância. A Segunda Turma considerou Moro parcial em seus julgamentos. Lula não poderia ser julgado em Curitiba e, sim, em Brasília. O plenário corroborou a sentença (9×3), livrou Lula das sentenças e está apto a concorrer nas próximas eleições presidenciais.

Assisti ao voto do Lewandowski sobre a suspeição de Moro. O STF perdeu a vergonha. Se tornou uma verdadeira afronta aos brasileiros honestos. Nunca havia visto cena igual de uma Corte que perdeu a credibilidade perante as pessoas de bem.

A ministra Carmen Lúcia solicitou que o Senado analisasse o pedido de CPI para investigar a atuação do governo na condução das políticas públicas para o controle do vírus. Foram incluídos os governadores e prefeitos. Dos 11 senadores escolhidos, 6 são de oposição ao governo.

Ao invés de perder tempo com assuntos banais, o País precisa urgentemente das reformas administrativa e fiscal.

Os privilégios de certas camadas dos funcionários públicos pesam demais em cada final de mês. Há exemplos de supersalários de mais de R$ 200 mil por mês. O teto estabelecido pela Constituição é equiparado com os proventos dos juízes do STF, que é de R$ 39 mil.

Temos um País maravilhoso; porém, sustentamos uma máquina pública obesa e cheia de privilégios.

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