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FORÇA FEMININA

Grupo de Mulheres Rurais Mãos Ativas celebra 45 anos de atuação em Vera Cruz

Foto: Rodrigo Assmann

Integração, valorização e reconhecimento: mulheres rurais, participantes do Mãos Ativas, de Vera Cruz, comemoram mais um aniversário do grupo

Pelo asfalto que integra a paisagem na localidade de Ponte Andréas, em Vera Cruz, elas passam fazendo história. Mas, muito mais do que isso. Levam coragem e exemplo para uma comunidade que, com o passar dos anos, foi testemunha da força de vontade e da dedicação de mulheres que decidiram buscar o próprio desenvolvimento.

E o que as motivou, em 28 de janeiro de 1981, foi além. Hoje, o Grupo de Mulheres Rurais Mãos Ativas celebra 45 anos de uma receita que deu certo: propósito em fazer acontecer. O próprio prédio, onde realizam encontros mensais, cursos e eventos, é a prova do trabalho desenvolvido por elas.

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Para a construção da estrutura, conhecida como o ginásio da Sociedade Esportiva e Recreativa Nacional, quatro entidades se uniram, sendo o Mãos Ativas uma delas. “No início realizávamos os encontros em forma de rodízio, na casa das integrantes. Depois, passamos para o Salão Franke. Mais tarde, surgiu a ideia da construção. E nós decidimos participar”, lembra a vice-presidente Norma Franke.

Na época, a decisão foi considerada um ato de coragem da diretoria. “Tínhamos R$ 1 mil em caixa. Depois disso, fomos à luta”, recorda a integrante, que também foi a primeira presidente. Ao relembrar o plantio da semente, que rendeu tantos frutos, na companhia dela, Marlene Becker e Claudete Teresinha Kist, também acompanharam de perto a criação do grupo e compartilham sorrisos em meio às memórias. Para as três, no entanto, as excursões e cursos realizados, sejam de culinária, de crochê, tricô ou bordado, e tantos outros, as confraternizações vividas, os eventos promovidos, as palestras e as ações sociais são reflexo da força de cada uma.

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E Norma resume bem a opinião unânime delas: “o Mãos Ativas foi criado para que a mulher rural tivesse progresso. E nós evoluímos em tudo. Aprendi muito aqui e devo tudo isso ao grupo. Foi e ainda está sendo especial”.

Legado de respeito

Embora a decisão de seguir com o grupo ao longo de 45 anos tenha sido das participantes, o pontapé inicial partiu da equipe da Emater/RS – Ascar, em Vera Cruz. Mais tarde, a extensionista Mirna Weber passou a acompanhá-las de perto. O trabalho de orientação, por sinal, se estendeu por mais de 30 anos até 2020, quando se aposentou. “Só tenho duas palavras para expressar esse movimento: respeito e gratidão. Por poder acompanhar o empenho, o interesse, a responsabilidade e o crescimento destas mulheres guerreiras e especiais”, conta.

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Além disso, Mirna destaca o protagonismo de cada uma junto às propriedades. “A mulher trabalhadora rural está envolvida diretamente nas atividades da agricultura familiar, muitas vezes no anonimato. É filha, mãe, esposa, avó, mas, também, protagonista no meio. E ainda tira tempo para aprender, liderar, encontrar outras mulheres, fazer trabalho voluntário e conhecer lugares e pessoas diferentes”.

De mãe para filha

Nas reuniões mensais, gerações se encontram compartilhando ideias e a vida que pulsa em cada uma delas. Entre as participantes está Elli Maria Loebens, de 94 anos, e Caroline Lenz, de 16. A jovem, que participa do grupo há três anos, começou a frequentar as reuniões acompanhando a mãe Liane Sins. “Tenho muita vontade de vir. Me sinto melhor depois que saio daqui. É como uma família pra mim”. Mais do que uma boa relação, a adolescente afirma que as lições vão além das técnicas de cozinha e de artesanato, também aprendidas com as veteranas. “Aqui aprendi a lidar melhor com as situações, a ter mais paciência. Elas tratam a vida de um jeito que eu não percebia antes”, afirma.

Sabor de exemplo

A presidente Cristiani Loebens

À frente do Mãos Ativas desde o início deste ano, a presidente Cristiani Loebens participa das atividades desde 2000. Ela cita que entre as principais ações desenvolvidas estão os eventos anuais, bastante conhecidos pela comunidade: o café colonial, em junho, e a galinhada, sempre no mês de setembro. Em 2026, por sinal, será realizada no dia 6, no Nacional.

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Atualmente, as 19 sócias seguem comprometidas em buscar e fazer o melhor, aliando compromissos pessoas e profissionais às funções desempenhadas. “Tenho orgulho imenso deste grupo que não mede esforços diante dos desafios. A união, o respeito e a nossa força mostram que somos capazes de conquistar coisas incríveis. É por isso que temos esse nome”, reforça.

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