O Brasil caminha para 100% de dívida pública (União, estados e municípios), comparada com o Produto Interno Bruto (PIB). Em breve, passará dos R$ 10 trilhões. Praticamente, a dívida cresce anualmente em torno de 10% do PIB.
Continuamente, o governo precisa emitir títulos públicos para “fechar as contas”. E cada vez mais oferecendo taxas (juros) maiores aos investidores. Um ciclo desastroso e, tudo indica, sem fim!
Ironizando e minimizando a gravidade dos fatos, recentemente, em vídeo na internet, o presidente Lula mencionou vários países com dívida pública percentualmente mais elevada (ou próxima) do que a brasileira.
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De fato, há vários países com números expressivos. Não lembro os que foram citados por Lula, mas citarei alguns, observados na bases de dados do Fundo Monetário Nacional (2024): Portugal (86,5%), Bélgica (94,3%), Reino Unido (94,6%), Estados Unidos (99,6%), Itália (126,9%) e Japão (130%).
O detalhe que faz toda a diferença entre a gravidade ou não da dívida pública de cada nação, e do seu eventual déficit anual, é a sua taxa de juros e o nível inflacionário. O Japão, por exemplo, tem uma taxa minúscula, acredite, 1% anual. A inflação não atinge 2%!
Em números de 2026, a taxa de juros italiana gira em torno de 2,5%. Nos Estados Unidos, a taxa de juros anual gira em torno de 3,5%. Na Bélgica, 4,5%. No Reino Unido, 3,75%. Em resumo, são taxas incomparáveis com as taxas brasileiras.
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Tão grave quanto o endividamento crescente é o fato de que o Estado (leia-se governos) não entrega qualidade e eficiência nos serviços públicos. Ou seja, gasta muito e gasta mal. Mas continua aumentando a carga tributária!
Aliás, mesmo com altos índices de arrecadação tributária, os países acima mencionados entregam à sua população muito mais qualidade e eficiência nos serviços públicos.
Dito isso, é compreensível a crescente preocupação popular. Significa que as administrações e gestões vindouras, principalmente o governo federal, terão pela frente o maior dos desafios de todos os tempos.
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Literalmente, vou repetir o que já dissera há um ano. A população está cansada e exaurida financeiramente. Há dezenas de impostos, contribuições e taxas federais, estaduais e municipais. Cálculos frequentes indicam que a população trabalha praticamente seis meses por ano exclusivamente para o Estado brasileiro.
O momento exige seriedade e responsabilidade total. Não há “desenrola” que resolva isso!
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