Com 50 anos de atuação e experiência política, em diferentes momentos da república, alguns de instabilidade democrática, Lula desenvolveu uma habilidade retórica e um viés combativo, porém com repetidas práticas de incoerências e indiferenças quanto ao que é uma verdade e o que é uma narrativa.
Esse comportamento instável não é exclusividade de Lula. É típico do ambiente político, indiferente às ideologias e aos partidos. É um exercício de malabarismo inerente ao desejo de manutenção e influência no exercício de alguma forma de poder. Imagina na presidência da nação!
Em outubro de 2025, na abertura do Fórum Mundial da Alimentação realizado em Roma (Itália), Lula afirmou o seguinte: “Eu não quero um amigo. Quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a constituição brasileira”.
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Ou seja, repetiu o que já dissera em vários momentos, a cada indicação ao STF. E nesse dia 1º, repetiu o refrão: “Que nunca pediu favor. Não indico ninguém em cargo nenhum para me fazer favor. Isso é coisa de caráter!”
Lula fala como se tivesse esquecido as indicações de ministros advindos de seu ambiente pessoal, a exemplo do seu vizinho e amigo Lewandowski, do seu companheiríssimo Toffoli, do seu advogado pessoal Zanin e, sobretudo, o fidelíssimo e imparável (não tô nem aí!) Flavio Dino.
Resumida a ópera, chegamos à última quinta-feira, com mais um espetáculo a cargo dos “festejados e autointitulados defensores da democracia”.
Indicada por Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Estela Aranha realizou uma afronta ao processo eleitoral em curso ao intervir no debate presidencial na Rede Globo, organizado em comum acordo entre os partidos e dentro de regras legais.
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É mais um exemplo de censura relativa, como foi aquele apoiado e confirmado pela ministra Carmen Lúcia na eleição de 2022. Em defesa do seu voto pró-censura episódica, Carmen disse: “Não se pode permitir a volta de censura. Este é um caso específico e que estamos na iminência do segundo turno das eleições.”
O objetivo da ministra Estela Aranha foi a proteção e “blindagem” do candidato Lula, que optara por não comparecer ao debate. Consequentemente, sujeito a críticas dos demais candidatos.
Eleitora confessa de Lula, e ex-assessora de Flávio Dino, a senhora Estela também era atuante no Grupo Prerrogativas, um condomínio de advogados e juristas reunidos a pretexto de defesa do direito e da democracia, porém comprometidos com o presidente Lula.
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Tudo poderia ser pior. Afinal, imagina se todos os citados não fossem democratas!
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