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Investigação

“Buscamos identificar a origem da droga”, diz delegado sobre apreensão em sítio de Rio Pardinho

Foto: Alencar da Rosa

A Polícia Federal (PF) de Santa Cruz do Sul trabalha na investigação que busca identificar por completo os passos do grupo criminoso que armazenava entorpecentes em um sítio, localizado em uma área de condomínio, em Linha Travessa, Rio Pardinho, interior de Santa Cruz do Sul. Cerca de 46 quilos de drogas, sendo 34,7 de cocaína e 11,4 de maconha, escondidos em malas, foram apreendidos pela Brigada Militar na noite da última quarta-feira, 26, em uma chácara.

Na denominada Operação Ponto Cego, uma mulher de 20 anos e três homens, de 25, 33 e 43, foram presos em flagrante pelos policiais da Força Tática e dos setores de Inteligência do Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Rio Pardo (CRPO/VRP) e do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM). “Buscamos identificar a origem desse entorpecente, de onde veio e para quem seria repassado. Uma quantidade dessa não era para uma pessoa. Provavelmente seria redistribuída”, explicou o delegado Kléber Bicas Guedes, que lavrou o flagrante na noite.

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O delegado também representou pela prisão preventiva dos quatro, que não tiveram seus nomes revelados pelas autoridades policiais. Nos depoimentos aos federais, os acusados preferiram se manter em silêncio. Dois advogados acompanharam o processo, sendo um deles para três dos criminosos. Os três homens e a mulher foram conduzidos já na madrugada de quinta-feira, por volta das 2h30, ao Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. O flagrante foi apresentado na PF como tráfico internacional.

Contudo, o delegado Kléber explicou ao Portal Gaz que, pelos elementos apurados inicialmente, o grupo não foi indiciado por este crime, mas sim por tráfico de drogas em âmbito nacional. Embora se saiba que o entorpecente tem uma provável origem estrangeira, esse fato, por si só, não configura a acusação para o quarteto como tráfico internacional, em um primeiro momento. “Precisamos analisar outros aspectos. Se conseguirmos identificar uma conexão que configure uma transnacionalidade, aí sim poderemos indiciá-los por este crime”, salientou o delegado.

Operação Ponto Cego segue em andamento

Embora não configurado como um crime internacional, a PF segue investigando, pois a constituição prevê que a instituição pode investigar o tráfico realizado dentro do país. “No caso em especifico desta apreensão, a Brigada Militar tinha uma informação sobre a origem transnacional da droga. Analisamos e verificamos que, neste primeiro momento, não havia uma prova conclusiva disso e esse fato precisa ser checado. Não significa que, no curso da investigação, isso não possa aparecer e possamos concluir que eles integram um grupo transnacional”, explicou o chefe da PF em Santa Cruz, delegado Mauro Lima Silveira.

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Os celulares dos quatro acusados foram apreendidos e serão periciados após quebra do sigilo telefônico. “O tráfico de drogas, seja nacional ou internacional, entra em uma competência de atribuição comum dentro das polícias. Como foi apresentado esse flagrante pra nós, daremos seguimento a este procedimento e o inquérito permanece conosco”, complementou Mauro.

Além dos presos e da quantidade de drogas encontradas, também foram apreendidos no sítio de Linha Travessa uma espingarda calibre 32 e 31 cartuchos, uma máquina de recarga de munições, duas balanças, materiais para embalar entorpecentes e dois veículos. Um suspeito, já identificado pela Brigada Militar, conseguiu fugir, mas segue sendo procurado pelas guarnições.

“Nossa operação segue, não se encerrou neste flagrante. Trabalhamos também para terminar de identificar toda a ramificação do grupo, não só o depósito dos entorpecentes, mas os gerentes que atuavam com essas drogas”, comentou o comandante regional de polícia ostensiva, coronel Valmir José dos Reis.

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