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OPINIÃO

Iuri Fardin “A gangorra Gre-Nal quebrou – e os dois foram ao chão”

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Por décadas, as fases boas e ruins de Grêmio e Internacional se alternaram, criando a clássica gangorra Gre-Nal: quando um subia, o outro despencava. Pois a gangorra quebrou – e os dois foram ao chão. Pior: seguem lá há anos e parecem empenhados em cavar ainda mais fundo. Em mais de 30 anos acompanhando futebol, nunca vi os dois clubes mergulhados em tamanha mediocridade ao mesmo tempo.

Incapaz

O Inter vive uma situação peculiar. Taticamente, o time de Paulo Pezzolano funciona; coletivamente, há organização. Individualmente, porém, é um desastre. A defesa, mesmo limitada, sobrevive. Já o ataque é um vazio absoluto, formado por jogadores fracos, improdutivos e em péssima fase.

Eliasson e Sanabria chegaram sem empolgar, mas resta ao torcedor esperar que ao menos amenizem a enorme carência de gols. Enquanto isso não acontece, o time depende quase inteiramente da organização defensiva para não afundar de vez na tabela do Brasileirão.

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Freguês

O Grêmio virou freguês do Bragantino. Desde que o clube paulista chegou à Série A, o Tricolor venceu apenas uma vez, em 2021. De lá para cá, empates e derrotas – muitas com gols sofridos nos minutos finais. O roteiro se repete também no desempenho: futebol ruim, pouca consistência e quase nenhuma evolução.

Já são quase nove meses de trabalho de Luís Castro, e o português ainda não conseguiu entregar um time minimamente confiável. Para completar, erra nas substituições, insiste em escolhas questionáveis e não consegue encontrar soluções. O problema já deixou de ser falta de tempo. É falta de resposta – e, quanto mais se adia ela, maior fica o risco de rebaixamento.

Vergonha

Na chegada a Porto Alegre, o Grêmio protagonizou mais uma cena vexatória. Para fugir de cerca de 60 torcedores que protestavam no aeroporto, jogadores foram retirados às escondidas, em um ônibus disfarçado, por uma saída secundária. É o retrato de um clube acuado, envergonhado e sem coragem para encarar a própria torcida.

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