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OPINIÃO

Iuri Fardin: “Vitória culposa”

Foto: Divulgação

A vitória do Grêmio sobre a Chapecoense, no último domingo, foi culposa: o time venceu sem nunca demonstrar intenção de vencer. O placar maquiou um verdadeiro baile catarinense – a Chape não levou os três pontos por aquilo que a mantém na lanterna: limitações técnicas e erros grosseiros. O Grêmio, por sua vez, conseguiu o feito raro de transformar uma vitória em motivo de preocupação. Pontua, mas joga mal; soma, mas não convence.

Até Carlos Vinícius, outrora solução, atravessa fase constrangedora. Luís Castro está na berlinda, mas o problema é maior do que o treinador: a direção montou um elenco que não entrega, e chegou a hora de assumir sua parcela de culpa.

Perdido

Paulo Pezzolano está perdido no Internacional? Sim. Mas seria injusto jogar toda a culpa sobre ele. O técnico muda escalação, esquema e função dos jogadores porque ainda não encontrou uma combinação minimamente confiável – e não encontra porque o elenco também não dá respostas.

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Há jogadores que não justificam a titularidade, outros que não suportam fisicamente uma sequência de jogos, e um time que parece incapaz de sustentar qualquer plano por mais de alguns minutos. A direção, claro, também tem sua parte: salários atrasados são um absurdo para um clube deste porte, e retiram da cúpula até a autoridade moral para cobrar desempenho.

Decisivo

Um Gre-Nal eliminatório nesta altura foi péssimo para os dois clubes. Não existe vencedor confortável. Quem avançar embolsa R$ 9 milhões, mas seguirá com um time em crise. Quem cair terá de conviver com a humilhação de ser eliminado pelo maior rival, justamente quando os dois pareciam empenhados em descobrir quem joga pior.

Grêmio e Internacional chegaram a este ponto por erros acumulados dentro e fora de campo, e o clássico pode disfarçar um deles por algumas semanas — mas não resolverá nenhum dos dois. Ao vencedor, caberá provar que a classificação foi o início de uma reação, não apenas um acidente de percurso. Ao derrotado, restará torcer para que a incompetência não vire colapso.

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