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OPINIÃO

Marcos Rivelino: “O Santa Cruz jogará sua vida na Divisão de Acesso”

Santa Cruz encontrou dificuldades no jogo de ida das quartas | Foto: Tiago Muniz/Triunfo Esportes

O Santa Cruz tem uma decisão neste sábado. Jogará sua vida na Divisão de Acesso e a situação em que se colocou é extremamente complicada. Precisa vencer por diferença de dois gols para seguir adiante. O problema fica ainda maior com o pouco futebol apresentado nesta reta final de campeonato.

Chegou o momento dos jogadores, são eles os protagonistas, é deles e da comissão técnica a responsabilidade de jogar mais, competir mais, falhar menos e produzir melhor. Ou executa dessa forma, ou não terá nem a chance de enfrentar o favoritismo do Passo Fundo (provável classificado) nas semifinais.

Semanas decisivas

Esse “pit stop” no Brasileirão, por causa da Data Fifa, foi em teoria ruim para algumas equipes que estavam crescendo no campeonato, mas o fato é que serviu para todas recuperarem algum desgaste físico, inclusive oportunizando trabalhos físicos, técnicos e táticos.

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É o caso da dupla Gre-Nal, com o acréscimo dos novos técnicos contratados, que tentarão encontrar uma fórmula de melhorar a performance com os mesmos jogadores. Não é fácil, pelo contrário, mas é nisso que os clubes (dirigentes e torcida) tendem a acreditar. Foram três semanas e agora serão dez jogos para definir o futuro de Grêmio e Internacional.

Poção mágica

Futebol não é fantasia, não é ilusionismo, não existem seres mitológicos nem poções mágicas. Tudo é trabalho, organização, seriedade, competência e qualidade. Mas de alguma forma, os dirigentes (profissionais ou não) se agarram no poder do “diferente”, “do ser iluminado”, no fundo é uma confissão de culpabilidade e transferência de responsabilidade, bem como uma tentativa de acalmar a torcida.

No Grêmio, Renato é exatamente isso, a “poção mágica”. No Inter, Abel Braga foi assim no ano passado, agora nem isso conseguiram. Veio Eduardo Baptista para fazer o “impossível”, que é livrar o clube do rebaixamento. Os dois maiores clubes de futebol gaúcho vivem um momento muito difícil de suas magníficas trajetórias e podem cair juntos para a Série B.

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