São tantas as explicações possíveis para esclarecer e compreender o desfecho eleitoral do primeiro turno, tanto em relação ao voto presidencial quanto aos demais votos, que me abstenho de momento e me limito a um dos alvos preferenciais da oposição. O Supremo Tribunal Federal!
À exceção dos parlamentares eleitos pelo PT, PSB, Rede e PDT, partidos até ontem “solidários” ao STF e, sobretudo, indiferentes e omissos quanto aos abusos e ilegalidades cometidos pelo tribunal, ampliou-se a hipótese de severa avaliação e apuração de responsabilidades.
Essa hipótese guarda relação direta com a surpreendente e expressiva votação e eleição dos senadores do PL e demais partidos coidentificados, fato que ampliou o temor dos ministros do STF, notadamente os comprometidos e agravados com o caso Banco Master.
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Não à toa já há inúmeras cogitações e variáveis que sugerem mudanças estruturais no STF. Mas só o futuro dirá se as prováveis mudanças (e eventuais processos de impeachment) serão motivadas por algum ânimo vingativo ou não.
Ainda que apoiados direta e indiretamente (pelos colegas do tribunal) em suas deliberações abusivas e ilegais, os ministros Alexandre Moraes e Dias Toffoli são os alvos preferenciais da maioria dos futuros senadores. Essa tendência e ânimo dos respectivos senadores independem do resultado do segundo turno.
Aliás, até mesmo o até “ontem” mui beneficiado pelo STF presidente Lula, em reunião com aliados, logo após o “desastre eleitoral”, apontou o STF como de alguma responsabilidade por seu segundo lugar nas votações.
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“Um dia depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula quebrou o silêncio sobre a crise eleitoral e fez críticas contundentes ao STF (…) afirmou que sua campanha está sendo prejudicada pelo desgaste da Corte e sinalizou que irá adotar um tom ainda mais agressivo.”
E afirmou: “Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira (…) Ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte”. Fonte: msn.com/pt-br.
Mal-agradecido com seus fiéis amigos da corte suprema, Lula passará a criticar o STF. Mas, com certeza, suas críticas serão mantidas apenas durante o presente período eleitoral.
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Ironicamente, e em modo amenizador, logo após o resultado eleitoral o candidato Flávio Bolsonaro e parceiros sussurraram aos membros do STF que não haverá pretensão de implosão da Corte.
De parte de um e de outro, o ataque de Lula e o “passa-pano” de Bolsonaro, a reação é típica e oportunista!
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