As línguas pelas quais os seres humanos se expressam são orgânicas, vivas. Como tal, mudam ao longo do tempo, deixam para trás alguns termos, alteram seus significados, incorporam novas expressões, alimentam-se mutuamente e de todos os elementos possíveis. A riqueza cultural de um povo é diretamente relacionada com a amplitude da língua com a qual e pela qual se expressa. No caso do português, um caso belíssimo.
É isso que se pode conferir no livro História das línguas românicas, do literato e dramaturgo alemão Georg A. Kaiser, que a editora da Unicamp acaba de publicar, em tradução de Rodolfo Ilari, com 400 páginas, a R$ 130,00. O título remete à origem comum de diversas línguas em relação ao latim vulgar, que era praticado no Império Romano. A poucos escapará o quanto temos termos muito similares aos utilizados por quem fala ou escreve espanhol, italiano, e também o francês e o romeno.
Rastrear a origem comum das línguas é tarefa aventuresca, detetivesca, mas prazerosa sob o aspecto dos significados que os diversos povos deram aos termos com os quais buscavam expressar ou definir o que viam, sentiam e descobriam. Kaiser, graduado pela Universidade de Hamburgo, especializado em francês e português, chegou a atuar em três instituições no Brasil: na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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Como tal, tem igualmente familiaridade com o percurso do português no País, em relação ao caminho que fez em Portugal e em outras regiões europeias, ou mesmo na África, na Ásia e em outras regiões.
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