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Coluna de Dom Gílio Felício

Os avós de Jesus

Inúmeras vezes jovens e crianças fizeram-me a seguinte pergunta: como são os nomes dos avós de Jesus Cristo? Achei interessante essa curiosidade e resolvi compartilhar com nossos amados leitores breves informações sobre esse assunto.

Os quatro Evangelhos da Sagrada Escritura (a Bíblia) não falam sobre os pais de Nossa Senhora. Não há menção sobre Sant’Ana e São Joaquim, e não há informações sobre quando morreram.
Não sabemos, portanto, se, de fato, os pais de Maria acompanharam todos os passos da Sagrada Família.
Entretanto, se acompanharam, foi enorme, com certeza, a alegria deles com o nascimento do neto, DIVINO-HUMANO-JESUS.

Maria estava prometida em casamento quando recebeu o anúncio do anjo de que seria a Mãe do Salvador. Os avós de Jesus ficaram muito preocupados com José e Maria diante de uma longa viagem que deveriam fazer para ser incluídos no recenseamento da época.

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Podemos viajar no tempo e imaginar a intimidade entre Maria e Ana, e a firmeza e segurança que a jovem poderia encontrar em seu pai, Joaquim. “De acordo com uma antiga tradição, Sant’Ana nasceu na cidade de Séforis, capital da Galileia, em torno do ano 55 antes de Cristo.

Era habitada sobretudo por judeus. A localidade está a cerca de dez quilômetros de Nazaré e parte do território pertence, atualmente, ao Parque Nacional de Séforis, do Estado de Israel.  Sua história data do primeiro século antes de Cristo, no período helenístico.

O nome ‘Séforis’ é derivado do hebraico ‘Zippori’, que significa pássaro, pelo fato de a cidade estar sobre uma montanha que se parece com um pássaro. A chamada ‘Pérola da Galileia’ era uma região muito desenvolvida onde conviviam pacificamente pessoas de diferentes procedências culturais e religiosas, e tida como um grande polo de trabalho.

Acredita-se que José e Jesus iam de Nazaré para Séforis quando da realização de alguns de seus trabalhos.  No início do Cristianismo, admite-se que ali viveu uma comunidade judaico-cristã, que reconhecia Jesus como Messias. A tradição de Séforis ser o local de origem de Ana é confirmada pelos resquícios da igreja da época da Cruzada com três naves dedicadas a ela. As ruínas desse templo estão no entorno do Parque Nacional, no terreno adquirido pela Custódia da Terra Santa.”

O santuário, por exemplo, conserva ainda em boas condições as absides. Em todo o dia 26 de julho, o reitor da Basílica da Anunciação e também o guardião do Santuário de Sant’Ana celebram missas invocando a memória de Sant’Ana e de São Joaquim, suplicando graças e bênçãos para as vovós e vovôs.

Quando a Igreja Católica Apostólica Romana celebra, com júbilo, os Santos Joaquim e Ana, os Avós de Jesus Cristo, ela celebra também os nossos avós, desejando que eles encontrem em nós gratidão, significativa valorização por tudo o que fizeram e continuam fazendo para todos nós. Somos desafiados a fazer o que é possível em favor da cidadania a pleno título dos nossos avós. Pois grande parte deles doaram e se doam, sem restrições, para favorecer as novas gerações.

Por isso, não devemos maltratá-los, mas amá-los, cuidá-los, como protagonistas de sua própria história. É de direito e dever continuarem ocupando no mundo o lugar que lhes cabe na história.

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