Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

Rio Pardinho

Projeto Muda inicia visitas para recuperação da mata ciliar do Rio Pardinho

Foto: Divulgação

Começaram as visitas técnicas aos 12 trechos prioritários do Rio Pardinho selecionados pelo projeto Muda, iniciativa desenvolvida pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) em parceria com a JTI. O trabalho tem como uma das principais frentes a recuperação da mata ciliar e a proteção das margens do rio. O diagnóstico realizado pela equipe do programa percorreu toda a extensão do Rio Pardinho, desde a nascente, em Barros Cassal, até a foz. Foram identificados 129 trechos que apresentam necessidade de algum tipo de intervenção.

Recuperação das margens

A recuperação da vegetação das margens é considerada fundamental para reduzir processos de erosão e aumentar a resiliência do rio diante de novos eventos extremos. Em alguns pontos, além do plantio de mudas, serão necessárias intervenções de engenharia para estabilizar os taludes. Segundo a coordenadora do projeto Muda e professora da Unisc, Priscila Mariani, as ações combinam técnicas de engenharia natural com a recuperação da vegetação. A proposta é estabilizar inicialmente as margens e, ao longo do tempo, permitir o desenvolvimento da mata ciliar.

Doze trechos foram priorizados

A escolha dos primeiros 12 pontos ocorreu a partir de uma matriz de priorização desenvolvida pela equipe do projeto em conjunto com a JTI. Foram considerados aspectos técnicos, ambientais, sociais, financeiros e relacionados ao impacto sobre a qualidade da água. As equipes já estão visitando as propriedades envolvidas e conversando com os produtores para confirmar o interesse na participação e realizar levantamentos preliminares. Posteriormente, serão elaborados os projetos executivos, que vão definir as técnicas e os materiais necessários para cada local. A previsão é de que os 12 trechos recebam obras mais robustas ao longo dos próximos dois anos.

Publicidade

Trabalho também envolve produtores

Além da recuperação das margens, o projeto prevê a seleção de 20 propriedades rurais para um diagnóstico mais detalhado. Quatro delas serão escolhidas como propriedades-modelo, onde serão implantadas unidades tecnológicas com técnicas voltadas à conservação do solo e da água e ao aumento da capacidade produtiva. A intenção é que essas propriedades sirvam como referência para outros agricultores, por meio de visitas técnicas e dias de campo.

Projeto de longo prazo

Priscila Mariani destaca que a recuperação do Rio Pardinho é um trabalho de longo prazo. Embora as intervenções de engenharia possam acelerar a estabilização das margens, a recomposição da vegetação e o desenvolvimento da resiliência ambiental exigem tempo. O projeto também prevê ações de educação ambiental em diferentes municípios da bacia do Rio Pardo. A expectativa é ampliar a participação de parceiros para que, gradualmente, outros trechos dos 129 identificados possam receber intervenções.

Publicidade

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.