Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

CONVERSA SENTADA

Começou o último mês do ano no Brasil

Nosso país começa a funcionar plenamente só depois do Carnaval. Portanto, o ano começa no Brasil em meados de março.

Seguindo esse raciocínio, não é absurdo dizer que este ano vai terminar mais cedo por causa da política – mais precisamente no dia 16 de agosto, com o início das campanhas eleitorais para os cargos federais da República.

Aproveita, caro leitor, e faz o que tiveres que fazer nesses próximos dias. Tudo girará em torno das eleições. Não espera agilidade de nada que dependa do serviço público.

Publicidade

Mais um pouco e ninguém falará mais nos incêndios na Grécia e na Califórnia, nas guerras que os Estados Unidos patrocinam ou não interrompem, tampouco nas discussões sobre produtividade, segurança pública ou contas públicas. A pauta nacional será monopolizada pela disputa eleitoral.

Os grupos de WhatsApp ficarão mais infernais, fomentando a polarização política com as caricaturas de uma Direita desorganizada e desesperada e de uma Esquerda quase sem fôlego e que não soube se reciclar. A política deixará de ser instrumento de debate para voltar a ser entretenimento, reduzindo questões complexas a memes, vídeos e frases de efeito.

Vale lembrar que será o terceiro pleito seguido com clara intervenção do Poder Judiciário quanto a quem pode (ou não) concorrer à Presidência da República. Isso é tão lamentável quanto ter três governadores presos em vinte anos, caso do estado do Rio de Janeiro. Quando exceções passam a se repetir, deixam de parecer exceções e começam a revelar problemas estruturais.

Publicidade

Nas últimas eleições federais, um dos momentos tragicômicos da história política recente do Brasil foi o debate dos candidatos à Presidência. Quem procurar no YouTube encontrará horas de material com qualidade humorística involuntária.

Ao invés de um espaço para discutir como o país vai equilibrar suas contas, aumentar a produtividade, enfrentar o envelhecimento da população ou recuperar sua competitividade, muito provavelmente passaremos os próximos meses assistindo a exercícios de retórica que buscam apenas abrir o sorriso do caos e conquistar alguns segundos de repercussão.

O ambiente bélico da politicagem oferece a audiência de que a maioria dos candidatos precisa para conquistar votos e garantir mais quatro anos de mandato. Cabe a nós acompanhar, fiscalizar e cobrar o trabalho daqueles que elegemos.

Publicidade

Brigas entre eleitores não fortalecem nenhuma ideologia. Afinal, galo nenhum deixou de ir para a panela por estufar o peito e cantar alto.

Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.