Sucessivos lançamentos de livros, nos últimos meses e anos, têm abordado a disputa que se estabeleceu entre os Estados Unidos e a China, duas potências globais, em diversos setores da socioeconomia contemporânea. Mais do que mirar quem se mantém à frente ou quem é mais forte do que quem, parece que o objetivo em questão é o futuro, ou a capacidade de subsistência da civilização, da forma como a conhecemos.
Na prática, poucos autores conseguiram captar de tal forma as minúcias, no mundo real, ao rés do chão, como se diz, em cada uma das nações como o faz o chinês Dan Wang, analista de tecnologia. Em livro agora lançado no Brasil, A todo vapor: tecnologia e poder na China e a disputa com os Estados Unidos, com tradução de Renata Guerra para a editora Intrínseca, em 320 páginas (a R$ 79,90), ele faz uma leitura de como cada um dos países, ou cada uma dessas sociedades, lida com a capacidade de acelerar investimentos e projetos, ou de colocar o pé no freio, conforme convenha.
Ainda que nascido em Yunnan, um dos polos do complexo econômico, industrial e de comércio chinês, Wang cresceu no Canadá, onde está radicado. A partir deste novo endereço, por sua vez, conhece muito bem os Estados Unidos e seu modo de operar. Atento a essas duas realidades, faz uma análise minuciosa e realista de duas formas de pensar o mundo.
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Entende-se que, com a decisão de poder super concentrada do governo chinês, este consegue direcionar muito mais rapidamente suas forças à meta pretendida, enquanto os EUA, mais engessados, nem sempre agem ou reagem com a mesma agilidade.
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