Santa Cruz do Sul, ao longo dos anos, contou com muitos médicos abnegados e competentes. Um deles foi Xavier João Waldraff (1927-2001), até hoje lembrado por antigos pacientes e familiares.
Ele nasceu no interior de Erechim, sendo filho dos imigrantes alemães Antônio Waldraff (professor e médico) e Fanny Zimmer (enfermeira). Quando o casal se separou, Antonio veio para Santa Cruz atuar como médico no Sanatório Vida Nova (Kaempf). Xavier, então com 6 anos, foi criado pelos padrinhos.
Já adolescente, o jovem transferiu-se para Curitiba para estudar Medicina, mas estabeleceu vínculos com nosso município. Nas férias, vinha para cá e acompanhava o pai no atendimento aos doentes no hospital Vida Nova. Formado, surgiu o convite para trabalhar na instituição (junto com o dr. Antônio) e no hospital do então distrito de Sinimbu.
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Em 1954, casou-se com a santa-cruzense Iris Caspary Tatsch, viúva do empresário Rubem Tatsch (Marabá). Ela era mãe de Luiz Fernando Tatsch, então com 5 anos, que foi recebido como filho pelo médico. Em 1955, foi convidado a atuar permanente no Hospital Beneficente Sinimbu, pois o profissional que lá atendia (dr. Lothar Storch) havia falecido.
Waldraff então adquiriu a casa que pertencia a seu antecessor e, no mesmo prédio, instalou seu consultório e moradia, iniciando uma nova etapa em sua vida. Além de Luiz (Chicão para os amigos!), o casal teve mais quatro filhos: Fanny, Rosemarie, Teresa e Antônio Adolfo.
O médico não tinha hora para atender e não perguntava se as pessoas poderiam ou não pagar (o “pagamento”, às vezes, era em produtos coloniais). Ia a cavalo, charrete ou com seu carro às localidades mais distantes. Ele estimava que havia auxiliado no nascimento de 40 mil bebês. Na região, existem várias pessoas com o nome Xavier em sua homenagem.
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Dr. Waldraff mostrava muita competência e conhecimento nos diagnósticos. Atendia em todas as áreas, clínica, cirurgia, traumatologia e obstetrícia. Além de dedicar-se à medicina, participou intensamente da vida comunitária do atual município de Sinimbu, onde era admirado e respeitado por todos. Trabalhou de forma intensa para as melhorias e ampliação do hospital, inclusive obtendo recursos em instituições da Alemanha. Ele faleceu em 22 de dezembro de 2001.
Colaboraram: Luiz Tatsch e Fernando Hennig
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