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JOSÉ AUGUSTO BOROWSKY

Memória: corridas de motonetas e bicicletas marcaram a 1ª Fenaf

Foto: Divulgação

Corrida de motonetas reuniu grande público em volta do Parque da Fenaf. Depois, ocorreu o circuito de bicicletas | Foto: Arquivo/Luís F. Bertuol

A 1ª Festa Nacional do Fumo (Fenaf),  de 15 de outubro a 6 de novembro de 1966 em Santa Cruz, teve corridas de lambretas (motonetas) e bicicletas. Elas ocorreram nas ruas e foram prestigiadas por grande público.

As motonetas eram lambretas e vespas “envenenadas” para ganharem  mais velocidade. Também eram retiradas peças da carenagem, como o protetor do motor, para deixá-las mais leves. O 1º Circuito de Motos ocorreu em 29 de outubro, sábado à tarde. Os pilotos concentraram-se na Rua Galvão Costa, em frente ao Parque da Fenaf (hoje Oktoberfest).

Após a largada, ingressavam à esquerda na Tenente-Coronel Brito e seguiam até a Coronel Jost. Nesse ponto, entravam no parque pelo Portão 2 e corriam pela ruazinha dos fundos do atual Ginásio Poliesportivo até o Portão 7. Ali, acessavam a Avenida Independência e, na esquina do Centro Cultural 25 de Julho, voltavam para a Galvão, onde se concentrava o maior público. O vencedor era quem completava primeiro as dez voltas.

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O resultado foi o seguinte:

  • 1º lugar– Ênio Wermuth;
  • 2º – Sérgio Kipper;
  • 3º – João Alceu Bogorni (de Venâncio Aires);
  • 4º – Dario Eifert;
  • 5º – Antônio Fiordilina (da Argentina);
  • 6º – Hélio Hillesheim.

O argentino integrava a troupe do parque de diversões que estava na cidade. Ele era piloto e se apresentava de moto na Muralha da Morte.

O campeão foi o santa-cruzense Ênio Wermuth. Ele recorda que existiam dois locais sem pavimentação, na Brito e na Independência. Os trechos eram perigosos, pois, além da poeira, havia pedras soltas que aumentavam o risco de derrapagem. Também as curvas e a pista estreita, dentro do parque, exigiam muito cuidado para não bater nos outros competidores.

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A prova ciclística ocorreu após a de motonetas, também com uma hora de duração. O prêmio principal foi uma  bicicleta Odomo ofertada pela tradicional fábrica Odorico Monteiro.

Os dez melhores colocados:

  • 1º lugar – Edemar Waechter;
  • 2º – Astor  Keller;
  • 3º – Paulo Lopes;
  • 4º – Henrique Lopes;
  • 5º – Ildeo Mueller;
  • 6º – Heron Santos;
  • 7º – Argemiro Bandeira;
  • 8º – Odilon Alvarez;
  • 9º – Laídes dos Santos;
  • 10º – Jaime José.

Pesquisa: Arquivo da Gazeta do Sul

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