São Leopoldo 05/06/2018 15h49 Atualizado às 18h53

Agulha de vacina é encontrada cravada na perna de bebê

Depois de levar a filha para fazer a imunização, a mãe foi dar banho na criança, e encontrou o objeto

Um bebê de quatro meses ficou com uma agulha cravada na perna após fazer uma vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Campina, em São Leopoldo. De acordo com o jornal NH, a mãe contou que levou a filha até a unidade na última quarta-feira, 30, para fazer três doses de vacina, uma via oral, e duas com aplicação em cada perna. Depois de estar em casa, por volta das 19 horas, a mãe foi dar banho na menina, e ao tirar o curativo da perna da criança, percebeu que a agulha ainda estava no local onde a vacina foi feita. 

A mãe disse que na hora da aplicação, ela não percebeu nada e só se deu conta do que se tratava quando tirou o curativo em casa. A mulher não conseguiu voltar à UBS. Na hora que descobriu o ocorrido, já era noite. No outro dia, seria feriado. Com isso, procurou a Polícia Civil e foi orientada a registrar a situação na Brigada Militar. 

A mãe ainda contou ao jornal que a criança passou por exame de corpo de delito. A família aguarda as devidas providências e está preocupada que a situação possa se repetir. A menina foi examinada por uma pediatra na última sexta-feira, 1º, e não foi descoberta nenhuma consequência grave decorrente da permanência da agulha na perna dela. 

Em entrevista ao jornal NH, o secretário de Saúde de São Leopoldo, Ricardo Charão, contou que a seringa usada na vacinação é disponibilizada pela Secretaria de Saúde do Estado. Ele ainda disse que após saber da situação, entrou em contato com a 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que junto com o grupo de vigilância em saúde da secretaria do município, foi até a unidade retirar a caixa coletora com as seringas e consultar o lote do qual a agulha pertencia. 

O secretário também ressaltou que um processo administrativo sanitário será aberto para investigar o ocorrido. O processo irá averiguar se aconteceu imperícia ou negligência por parte da profissional que aplicou a imunização. Caso seja confirmada a negligência, Charão afirma que serão tomadas as medidas necessárias.