Rio Pardinho 05/11/2018 01h51 Atualizado às 17h48

'Tinha esperança de encontrá-lo vivo', diz pai de homem localizado morto em açude

Odair José Vargas, de 42 anos, estava desaparecido desde o domingo da semana passada, quando saiu para uma pescaria

Após uma semana angustiante sem saber o paradeiro de um dos filhos, na manhã desse domingo Alvício Pereira Vargas recebeu a notícia que mais temia: Odair José Mendes Vargas, de 42 anos, estava morto. O corpo foi localizado pelo irmão da vítima, Jair Mendes Vargas, por volta das 9 horas, dentro de um açude na localidade de Travessa Bauermann, em Rio Pardinho, interior de Santa Cruz do Sul. “Vim com a cachorrinha dele fazer buscas e ela que me levou até o local. Aí enxerguei o corpo boiando na água”, contou Jair.

Odair morava com os pais e irmãos a cerca de um quilômetro de onde estava o cadáver. “É uma loucura isso. Ele era meu filho. Tinha esperança de encontrá-lo vivo”, lamentou Alvício. Para a família, a vítima foi assassinada. “Tinha gente que não gostava dele. O Odair era deficiente, fazia tratamento, e algumas vezes era explosivo”, contou o pai.

De acordo com Alvício, no domingo à tarde o filho teria saído de carona para pescar com um amigo no Rio Pardinho, nas proximidades de casa. Porém, no meio do caminho, percebeu que a cachorra o seguia e pediu para o motorista parar o carro. Odair disse que faria o restante do percurso a pé, com o animal de estimação. Porém, nunca chegou ao local combinado para a pescaria. “Naquela tarde, escutamos um barulho de tiro. Uns 15 minutos depois, a cachorrinha voltou para casa, mas meu filho não. Perguntamos para algumas pessoas e disseram que não era tiro, que era bombinha. Mas eu não acredito nisso”, disse Alvício.

Os familiares iniciaram as buscas no mesmo dia. Na segunda-feira, o desaparecimento foi registrado na DP e a procura também passou a contar com a ajuda da Brigada Militar. Dois dias depois, o Corpo de Bombeiros também reforçou a equipe de buscas, mas nenhuma pista sobre o paradeiro de Odair havia sido encontrada até a manhã desse domingo. O cadáver foi removido da água pelos bombeiros e levado para necropsia. O velório começou ainda na noite desse domingo, na Capela Santo Antônio, e o sepultamento será nesta manhã, no Cemitério Santo Antônio. 

Polícia investiga a morte

A morte de Odair será investigada pela 1a DP e, para isso, a Polícia Civil vai contar, pela primeira vez, com a coleta de provas feita pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Cruz do Sul, que começou a funcionar quinta-feira. Ainda não há laboratório para análise das provas no município e todo material coletado será encaminhado para Porto Alegre. Como o corpo estava em adiantado estado de decomposição, não foi possível identificar sinais de violência e a polícia aguarda o laudo da necropsia para ter mais informações sobre a causa da morte.