Vera Cruz 07/03/2019 13h32 Atualizado às 20h41

Identificação de ossada humana deve sair na semana que vem

Suspeita é de que o corpo seja de um jovem que desapareceu em Santa Cruz em fevereiro

A família de Cássio Ismael da Silva, de 26 anos, aguarda pelo exame de DNA que poderá comprovar se a ossada humana encontrada em Vera Cruz se trata do jovem. Ele desapareceu na madrugada de um domingo, 10 de fevereiro, no Bairro Faxinal Menino Deus, em Santa Cruz do Sul. Conforme a diretora do Departamento de Perícias Laboratoriais do Instituto Geral de Perícias (IGP), Bianca Carvalho, testes estão sendo feitos para comprovar se a vítima era o homem. O material genético dele está sendo comparado com o DNA da mãe. A previsão do resultado é para a próxima semana, segundo o IGP. 

 


Só exame poderá confirmar se o corpo é de Cássio 

 

O desaparecimento 

Segundo a esposa de Cássio, Rutiele Monique Machado, de 24 anos, quando saiu da casa em que morava no Bairro Faxinal Menino Deus por volta das 3 horas do dia 10 de fevereiro, Cássio disse que daria uma volta, mas não informou para onde nem o que faria. Após, não foi mais visto. Onze dias depois, um agricultor trabalhava na localidade de Linha Capão, às margens da ERS-412, em Vera Cruz, e encontrou uma ossada humana carbonizada.

Conforme a tia do homem, Ângela Maria da Silva, de 40 anos, a família soube pela imprensa que uma ossada havia sido localizada e desconfiou que poderia ser do jovem. Dois tios do rapaz foram ao local e encontraram o tênis, o celular, uma correntinha e a platina que ele usava na perna. A partir disso, surgiu a suspeita de que poderia ser Cássio. 

O jovem estava desempregado e morava com a esposa e dois filhos - um menino de 3 e uma menina de 2 anos - em Santa Cruz. Rutiele afirma que não tinha conhecimento de uma possível ligação do marido com Vera Cruz.

Corpo está no IGP há quase duas semanas 

A família também reclama da demora na liberação no corpo. No entanto, a responsável pelas perícias laboratoriais do IGP explica que só será possível liberá-lo quando a identidade for comprovada. “A gente trabalha com amostra biológica e dependemos da resposta da amostra e de vários passos que o exame engloba. Temos que extrair o material e ter um resultado que seja confiável para comparar com o DNA da mãe”, explica.